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Arbitragem do judo português em crise com denúncia ao IPDJ

Instituto Português do Desporto e Juventude recebe denúncia de irregularidades nas eleições dos árbitros de judo, acusando esvaziamento da votação em Coimbra para favorecer Jorge Fernandes

IPDJ
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  • Eleições para a Associação de Árbitros de Judo de Portugal (AAJP) geraram uma denúncia ao IPDJ e queixas do atual presidente, que vêem uma tentativa de esvaziar a votação.
  • Francisco Gaitinha acusa o presidente da Assembleia Geral da AAJP, Joaquim Caetano Pereira, de ter marcado a eleição para Coimbra para reduzir a participação e favorecer Jorge Fernandes.
  • Jorge Fernandes, adversário de Gaitinha, é ex-presidente da Federação de Judo e está ligado à Associação de Coimbra; enfrenta alçada do Ministério Público por alegados crimes.
  • Mário Coelho, ex-presidente da Associação da Ilha Terceira, apresentou ao IPDJ uma denúncia com alegadas irregularidades e atropelos democráticos na condução da eleição.
  • O presidente da Assembleia Geral afirmou ter escolhido Coimbra por questões logísticas e não soube indicar quantos árbitros estariam em condições de votar, prometendo divulgar o número após as eleições.

O processo eleitoral da Associação de Árbitros de Judo de Portugal (AAJP) provocou uma denúncia ao IPDJ e abriu controvérsias internas. A votação ocorreu nesta sexta-feira, envolvendo o atual presidente em exercício, Francisco Gaitinha, e o ex-presidente da FPJ e presidente da Associação de Coimbra, Jorge Fernandes. A disputa acontece sob suspeitas de manobra para esvaziar a participação.

Gaitinha acusa o presidente da Assembleia Geral da AAJP, Joaquim Caetano Pereira, de marcar as eleições em Coimbra para favorecer Fernandes. O candidato sustenta que muitos árbitros não poderiam deslocar-se, o que reduziria o quórum favorável à outra lista. As tensões ganharam contornos institucionais.

A queixa pública foi antecedida por uma denúncia de Mário Coelho, ex-presidente da Associação da Ilha Terceira, ao IPDJ, apontando irregularidades e atropelos democráticos. Entre os alvos estão convocatória incompleta, local de eleição e definição de regulamento sem aprovação da AG.

Denúncias ao IPDJ

Joaquim Caetano Pereira explicou à Lusa que a escolha de Coimbra foi por conveniência logística, já que o ato decorreu em Gouveia previamente. Ainda assim, o responsável pela AAJP não indicou o número de associados em condições de votar. A lista de votantes será apurada após as eleições.

Não houve, até ao momento, confirmação oficial sobre a atualização da quota válida para votar. Pereira referiu que a maioria dos árbitros está sem quota 2026, o que impede confirmar o universo eleitoral presente na votação. O IPDJ ainda não divulgou resultados ou decisões formais.

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