- Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, pediu ampliar o foco para a distribuição dos direitos televisivos que entra em vigor na época 2028/29.
- Rui Alves, presidente do Nacional, anunciou uma nova proposta considerada mais equitativa frente à suposta “golpada” a favor dos grandes.
- André Villas-Boas, presidente do FC Porto, disse que levaria a questão a tribunal caso a proposta do Nacional passe na Liga.
- Teixeira explicou que a diferença entre quem recebe mais e menos em Portugal é de treze vezes, escrevendo que é preciso equilíbrio e bom senso no modelo.
- O dirigente destacou ainda que, globalmente, Benfica, Sporting e FC Porto representam mais de setenta por cento dos telespectadores, e defendeu que o novo processo deve entrar em vigor em 2028/29 de forma equilibrada.
O presidente da Liga Portugal, Reinaldo Teixeira, tentou afastar o foco da polémica sobre a distribuição dos direitos televisivos que entra em vigor na época 2028/29. O tema ganhou impulso após Rui Alves, presidente do Nacional, anunciar uma proposta que considera mais equitativa, em reação ao que diz ser uma golpada a favor dos grandes. O contexto surgiu durante a 4.ª Conferência Bola Branca, em Lisboa, organizada pela Rádio Renascença.
Teixeira afirma que não foi surpreendido pela posição de Rui Alves e que a expressão golpada não acrescenta claridade ao debate. O presidente da Liga reforçou a necessidade de compreender a mecânica da distribuição, destacando que enredos de receitas variam consoante o modelo de cada país. O objetivo, segundo o dirigente, é alcançar equilíbrio e bom-senso na distribuição entre clubes de maior e menor audiência.
A reação de André Villas-Boas, treinador e líder do FC Porto, foi de sobressalto, com a garantia de recorrer ao tribunal caso a proposta de Nacional seja aprovada pela Liga. O tema divide clubes e promotores, com a discussão centrada no peso relativo do financiamento televisivo para Benfica, Sporting e FC Porto, que representam parcela significativa dos telespectadores nacionais.
Contexto económico da distribuição
Teixeira compara o cenário nacional com benchmarks internacionais, apontando que a diferença entre os valores máximos e mínimos no mercado externo é menor que a portuguesa. Em Espanha, a diferença é de cerca de 1 para 5, enquanto em Inglaterra fica em 1 para 3. A diferença de Portugal, afirma, chega a 14 vezes entre quem ganha mais e menos, o que, na leitura dele, exige uma reavaliação para evitar desequilíbrios.
O dirigente salientou ainda que o objetivo é manter o financiamento estável e previsível para as décadas seguintes, com uma transição que preserve o equilíbrio entre clubes de diferentes dimensões. A propostas está prevista para entrar em vigor na época 2028/29, mantendo o foco na sustentabilidade do modelo de transmissão e na preservação da competitividade entre equipas.
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