- Helton Leite mudou do Boavista para o Benfica em 2020 para vencer talvez o triplo, num momento de turbulência no clube, com o título perdido, mudança de treinadores e restrições de covid-19.
- O guarda-redes descreve Jorge Jesus como uma figura de grande impacto, exigente e que testa tudo e todos, desde a capacidade de resistência até à adaptação ao ambiente do clube.
- Para ele, no Benfica que “tem de ser campeão sempre”, não ganhar títulos tem um preço alto, algo que acabou por acontecer nesse período de estreia dele.
- Em 2022/23 chegou Roger Schmidt, o treinador com quem Helton Leite afirma ter desfrutado mais do futebol, mesmo tendo jogado apenas um jogo com ele.
- Schmidt chegou com uma abordagem direta e pouco habitual, reunindo-se individualmente com cada jogador na primeira semana; a equipa terminou em terceiro lugar, considerado um fracasso, mas o técnico mudou o ambiente e o discurso dentro do plantel.
Helton Leite recorda a passagem pelo Benfica e afirma que, desde cedo, o clube tem de ser campeão. O guarda-redes brasileiro trocou o Boavista pelo clube da Luz em 2020, em busca de títulos, numa altura de grande turbulência. A chegada de Jorge Jesus coincidiu com um momento de mudanças e incertezas.
O guardião explicou que o Benfica vivia um período conturbado: perdeu o campeonato, a Taça de Portugal, Bruno Lage saiu e Nelson Veríssimo assumiu interinamente. Em simultâneo, Jesus chegou vindo do Flamengo, num contexto ainda marcado pela covid-19, com restrições à pré-época.
A aposta de Jorge Jesus
Helton descreve Jesus como uma figura exigente, que testa cada jogador não apenas dentro do campo, mas na ambição e na capacidade de lidar com a pressão. Para ele, trabalhar com o treinador foi uma experiência de aprendizagem singular, apesar da pressão por títulos.
A mudança para Roger Schmidt
Em 2022/23 chegou Roger Schmidt, a quem Helton descreve como o treinador que mais o fez desfrutar do futebol, ainda que tenha actuado apenas num jogo sob a sua supervisão. O atleta recorda a primeira semana de Schmidt, marcada por uma reunião individual com cada jogador para definir objetivos e orientar o grupo. O Benfica terminou essa época em 3.º lugar, considerado abaixo das expetativas.
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