- Fabio Paratici, diretor-desportivo da Fiorentina, abordou a crise do futebol italiano durante a cerimónia dos Golden Boy.
- O dirigente afirmou que a Itália enfrenta problemas nas estruturas de formação dos clubes e existe uma grande falta de planeamento.
- O debate ocorreu na antevisão à lista de candidatos a vencedor do Golden Boy, prémio para o melhor jogador sub-21.
- Paratici destacou que, embora a Serie A tenha competição, a liga está atrás da Premier League e é necessário fazer mais trabalho.
- Ainda assim, o responsável disse que a Itália continua a produzir talento e a vendê-lo, mas é preciso acrescentar algo mais.
Fabio Paratici, diretor-desportivo da Fiorentina, discursou na cerimónia que antecede a revelação dos nomes dos candidatos ao Golden Boy. O tema principal foi a crise que afeta o futebol italiano, tanto a nível de liga como de seleção, com a equipa nacional a atravessar a terceira ausência consecutiva numa fase final de Mundial.
Paratici destacou que a indústria italiana é competitiva, mas enfrenta falhas graves nas estruturas de formação dos clubes e num planeamento mais sólido. Ao ter passado pela Inglaterra, onde trabalhou no Tottenham, o dirigente fez eco de que a Serie A está atrás da Premier League, apesar de manter capacidade de revelar talentos e de vendê-los.
Segundo o responsável, a falta de planeamento e de uma base robusta de formação são entraves funcionais que “atacam” a qualidade futura do futebol italiano. Mesmo assim, afirmou que a Itália continua a produzir jovens promessas que chegam ao futebol sénior, sendo necessário investir para potenciar esse fluxo de talento.
Crise de estruturas e o futuro do futebol italiano
Paratici sublinhou que, para além das dificuldades momentâneas, é preciso consolidar as academias, estruturas técnicas e planos de carreira. O objetivo é manter a competitividade da Serie A e reforçar a seleção nacional a médio e longo prazo. Os comentários ocorreram numa altura de intenso debate sobre o futuro do calcio.
O dirigente frisou ainda que as mudanças devem privilegiar a formação desde as camadas jovens até ao 1.º escalão, com maior integração entre clubes, academias e centros de treino. A afirmação revela uma perspetiva estratégica para devolver ao futebol italiano a relevância histórica.
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