- Bernardo Silva vai abandonar o Manchester City após nove anos de ligação ao clube.
- A decisão foi tomada há cerca de dois anos, não por questões salariais, e ele cumpriu o último contrato (2023/24) antes de seguir caminho.
- A família queria estar mais perto de casa e o jogador, aos 31 anos, entende que é a última oportunidade para um novo desafio.
- O internacional português recorda a conquista da Liga dos Campeões em 2023 e o percurso do clube, mantendo o desejo de vencer também com Portugal.
- Agradeceu o apoio dos adeptos e disse que é adepto do City para sempre, sugerindo que a estátua não seria apenas para uma figura, mas para várias pessoas da geração vitoriosa.
Bernardo Silva decidiu abandonar o Manchester City depois de nove temporadas ao serviço do clube inglês. A decisão foi tomada há cerca de dois anos, em conjunto com a família, e não esteve ligada a fatores salariais. O jogador, que tem 31 anos, explicou que, no final do atual contrato, procurava um novo desafio diferente.
O capitão português revelou que, após a conquista da Liga dos Campeões em 2023, escolheu cumprir o vínculo até ao final, antes de seguir noutra direção. Apesar do tempo no City, reconhece que nove anos é um período longo e que chegou a altura de mudar de ares.
O meio-campista discursou ainda sobre o impacto da família na decisão e referiu que a saudade de casa pesou. Conta que os familiares queriam ficar mais perto de Portugal, o que também pesou na escolha pelo fim da ligação com o clube de Manchester.
Contexto da saída
Bernardo Silva explicou que a equipa, os treinadores e os companheiros o entenderam ao longo do tempo. A relação com Pep Guardiola foi descrita como positiva, com a certeza de que o clube tentou manter o jogador por mais uma temporada, sem pressionar para além do que ele desejava.
Ao relembrar a evolução do Manchester City, o jogador destacou a mudança de filosofia de jogo ao longo dos anos. Em Portugal, o atleta afirmou que o futebol inglês evoluiu para um modelo com maior construção de jogo e agressividade coletiva, o que facilitou a adaptação ao longo da carreira na Premier League.
Relativamente ao papel no City, Bernardo voltou a defender a influência do plantel e dos treinadores na mudança de mentalidade do futebol inglês. Comentou ainda que não houve dificuldades de adaptação, sublinhando que o City ofereceu um contexto competitivo que ajudou a evoluir como jogador.
Legado e próximos passos
O antigo capitão reconheceu a qualidade da geração que integrou, destacando nomes como De Bruyne, Gundogan e Rodri. Disse que a equipa que ganhou a Champions em Istambul fica marcada pela história do clube e pela forma como o grupo se manteve unido.
Sobre o apoio dos adeptos, Bernardo revelou gratidão pela receção prolongada e pela música dedicada, admitindo, no entanto, que não vê mérito individual para uma estátua. Definiu a geração como um conjunto de profissionais que contribuíram de forma determinante para o sucesso do clube.
Ainda sem definição pública sobre o próximo destino, o internacional português finalizou afirmando que continua a ser adepto do City, mas que a vida profissional o levará a novos desafios, sem descartar futuras ligações ao futebol de alto nível.
Entre na conversa da comunidade