- O projeto VIBES mostrou que a realidade virtual nas aulas de Educação Física aumenta a motivação dos alunos e reduz o desconforto durante a prática, após trinta meses, com mais de quatrocentos alunos do ensino secundário e cerca de quarenta docentes de Bélgica, Itália, Chipre e Portugal, liderado pelo Politécnico de Leiria.
- Os resultados foram apresentados em Palermo, Itália, nos dias 14 e 15, e indicaram melhoria na compreensão das modalidades, das regras e das técnicas de várias disciplinas.
- Os índices de ansiedade e desconforto permaneceram baixos; jovens menos confortáveis puderam participar em imersões de cerca de dez minutos numa aula de tipo “body combat”.
- O coordenador José Amoroso destacou que a inclusão não é apenas para pessoas com deficiência, podendo ajudar jovens socialmente afastados, e que a forma de apresentar a tecnologia determina a perceção do seu uso.
- Em Portugal, o projeto envolveu formação de professores, criou um curso online em cinco línguas e materiais pedagógicos, promoveu competições entre turmas e escolas, além de torneios internacionais entre os quatro países participantes.
O projeto europeu VIBES concluiu que a realidade virtual (RV) nas aulas de Educação Física aumenta a motivação e reduz o desconforto durante a prática. A investigação envolveu quatro países e várias escolas. O Politécnico de Leiria liderou a iniciativa.
Ao longo de 30 meses, mais de 420 alunos do ensino secundário e cerca de 40 docentes de Educação Física da Bélgica, Itália, Chipre e Portugal participaram em atividades com RV. O objetivo foi observar como a tecnologia pode transformar a aprendizagem na disciplina.
José Amoroso, coordenador do projeto, indica que os alunos responderam de forma positiva, com elevados níveis de diversão e envolvimento. Os resultados foram apresentados em Palermo, Itália, nos dias 14 e 15, no Centro Universitário Desportivo Unipa.
Resultados e impactos
Os investigadores verificaram melhoria na compreensão das modalidades, regras e técnicas. Os indicadores de ansiedade e desconforto permaneceram baixos, mesmo entre alunos com menor conforto para algumas atividades. Em sessões imersivas, alguns participantes realizaram treinos de cerca de dez minutos.
Amoroso sublinhou que a inclusão não é exclusiva a pessoas com mobilidade reduzida, destacando que jovens socialmente isolados também podem beneficiar-se da RV para participar nas aulas. A evolução depende da forma de apresentação da tecnologia.
Contexto e implementação
O estudo revelou que a RV não pretende substituir modalidades existentes, mas acrescentar uma vertente inovadora com potencial de adesão entre os jovens. Em Portugal, a implementação encontra obstáculos curriculares, contrastando com exemplos de Bélgica que promovem mais atividade física entre os alunos.
O projeto começou em dezembro de 2023, formando professores para integrar RV nas aulas e criando um curso online disponível em cinco idiomas, além de materiais pedagógicos inovadores. Também houve competições entre turmas, escolas e torneios internacionais.
Participantes e locais em Portugal
Em Portugal participaram as escolas Francisco Rodrigues Lobo e Afonso Lopes Vieira, em Leiria, e o Agrupamento de Escolas da Batalha. A iniciativa envolve ainda parceiros de Bélgica, Itália e Chipre, com atividades de caráter internacional.
Os responsáveis pelo projeto indicam que a RV aumenta a prática física e a motivação dos alunos. Estão a ser preparados relatórios técnicos e científicos, com novas candidaturas europeias em vista para dar continuidade ao trabalho.
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