- Afonso Eulálio admite que não deve manter a liderança do Giro na terça-feira, após o contrarrelógio de 42 quilómetros, frente a Jonas Vingegaard, atual campeão da Vuelta e segundo na geral.
- O líder português parte com 2,24 minutos de vantagem sobre Vingegaard e indica que o contrarrelógio é desfavorável a ciclistas leves, por ser plano e de alta velocidade.
- Eulálio afirma ter trabalhado pouco o contrarrelógio, mantendo-se foco nas montanhas e na organização da equipa, e não traça já objetivos definidos para o resto da prova.
- O ciclista da Bahrain Victorious sonha terminar no top ten e, se possível, ganhar uma etapa, mantendo o objetivo principal de evoluir na geral.
- Esteve pela primeira vez liderando a competição em 2026, destacando ter “ajustado contas” com a Volta a Itália e referindo que prefere terminar a prova do que definir metas prematuras para a fase final.
Afonso Eulálio lidera o Giro d’Italia após a décima etapa, com a maglia rosa ainda na posse do ciclista português. Na próxima terça-feira, um contrarrelógio de 42 km pode retirar-lhe a liderança, dependendo do desempenho de Jonas Vingegaard.
O contrarrelógio é em Lucca, num traçado essencialmente plano, com velocidade alta. Volta-se a observar o favorito Vingegaard, atual campeão da Vuelta e vencedor do Tour em 2022 e 2023, que está a 2.24 minutos de atraso na geral.
Eulálio reconhece que o dia não lhe favorece, considerando o contrarrelógio menos adequado para ciclistas leves. Mesmo assim, manter a liderança permanece uma hipótese remota, com foco em dar o máximo e decidir depois entre etapas ou top 10.
Perspetivas e objetivos
O atleta de 24 anos diz ter ajustado as contas com a Volta a Itália, depois de uma desistência na edição anterior. Na atual edição, veste-se à volta de 9 etapas, com ambições de terminar no top 10 e de vencer uma etapa.
A Bahrain Victorious, equipa de Eulálio, tem mostrado boa coesão e preparação para as montanhas, elemento-chave para manter a posição no final da prova. O líder aponta que faltam duas semanas de corrida, com uma última semana exigente.
A subida ao Blockhaus, na sétima etapa, é apontada como o momento mais duro do Giro desde que assumiu a maglia rosa, devido à combinação de esforço e vento. O regresso da prova está marcado para terça-feira, após o dia de descanso em Lucca.
Eulálio acredita representar bem o ciclo de recuperação e afirma que o objetivo é terminar a prova com consistência, independentemente do desfecho do contrarrelógio. A corrida termina no dia 31 de maio, em Roma.
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