- O Conselho de Presidentes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) reuniu-se pela segunda vez na Cidade do Futebol, com foco em violência, investimento no futebol feminino e harmonização regulamentar.
- O encontro, descrito pelo presidente da FPF, Pedro Proença, reuniu líderes de toda a estrutura do futebol para debater estes três pilares.
- O orçamento para a época 2026/27 prevê about 23 milhões de euros de investimento no ecossistema do futebol feminino, distribuídos por associações, Liga BPI e seleções, com lançamento do projeto de uma academia associativa.
- Foi também enfatizado o combate à violência nos estádios e fora deles, com 84 alterações regulamentares aprovadas em seis eixos e a apresentação de nove medidas ao Governo para erradicar a violência, além de ações preventivas como a campanha Stop à Violência.
- A FPF pretende alcançar 12 mil árbitros praticantes no final da próxima década, reforçando a arbitragem, e destaca a necessidade de infraestruturas adequadas, com o Governo e municípios a serem chamados a participar.
O Conselho de Presidentes da FPF reuniu-se pela segunda vez na Cidade do Futebol, com a presença dos presidentes dos sócios da Federação, das associações distritais e regionais. O encontro visou debater o futuro do futebol português, em especial a violência, o investimento no feminino e a harmonização regulamentar entre federação, futebol profissional e movimento associativo.
Segundo a FPF, o encontro teve três eixos prioritários. Primeiro, o combate à violência, com alterações regulatórias, propostas ao Governo e campanhas de sensibilização já em curso. Em segundo, o desenvolvimento do futebol feminino, através de um investimento recorde no orçamento 2026/27. Por fim, a harmonização de regras entre as várias estruturas do futebol nacional.
O presidente da FPF destacou que o orçamento para o futebol feminino ascende a cerca de 23 milhões de euros, a apresentar no orçamento para a temporada 2026/27. O montante será distribuído pelas associações, pela Liga BPI e pelas seleções, com foco no aumento de praticantes e de infraestruturas. A melhoria da infraestrutura é identificada como condição essencial ao crescimento do uso e participação.
Ainda sobre o feminino, a direção refere a criação de um projeto de desenvolvimento com foco na participação, na criação de infraestruturas e na expansão do ecossistema. O Governo e os municípios ficam chamados a acompanhar o ritmo de investimento, para acompanhar o plano estratégico da FPF. A Federação admite que o investimento é insuficiente sem melhoria de espaços de treino e competição.
Relativamente à violência, a FPF aponta para 84 alterações regulamentares aprovadas em seis eixos para prevenir agressões físicas e verbais. O objetivo é reduzir incidentes em estádios e no entorno, com medidas apresentadas ao Governo. Além disso, existem ações preventivas, como campanhas de sensibilização, que a federação pretende manter de forma ativa.
A organização afirma que a atuação conjunta entre federação, clubes, associações e árbitros é central para a melhoria do panorama desportivo. O diálogo com as estruturas associadas é visto como ferramenta para a institucionalização de soluções que permitam o crescimento sustentável do futebol. A FPF reforça que a arbitragem tem prioridade no plano de desenvolvimento até o fim da década.
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