- A direção do Boavista chegou a acordo com a credora espanhola Sacyr para adquirir o crédito detido pela empresa, no âmbito do processo de insolvência.
- O acordo foi alcançado em estreita colaboração com parceiros estratégicos e prevê a aquisição do crédito de Sacyr, levando à anulação do leilão do património.
- O clube informou formalmente o tribunal competente e pediu a anulação do leilão do património, bem como a convocação de uma assembleia de credores para analisar um possível plano de recuperação.
- O entendimento é visto como um momento de viragem para a recuperação financeira e institucional do Boavista, com vista à estabilidade, proteção do património e prosseguimento do plano de recuperação.
- A venda do Estádio do Bessa, no Porto, e do seu complexo desportivo, por 37,9 milhões de euros, ocorre no âmbito do processo de insolvência, que teve a liquidação da SAD aprovada pelo tribunal, com efeitos a partir de 31 de maio.
O Boavista informou ter chegado a acordo com a principal credora no processo de insolvência, a espanhola Sacyr, para a aquisição do crédito detido pela empresa. O clube pediu ainda a anulação do leilão do património.
O entendimento, alcançado no âmbito do processo de recuperação do Boavista, foi descrito como um passo determinante para a estabilidade financeira e a preservação do património, com a participação de parceiros estratégicos.
A direção anunciou que comunicou o tribunal competente e solicitou a anulação do leilão e a convocação de uma assembleia de credores para avaliar a apresentação de um plano de recuperação.
Contexto e impacto
O acordo surge três dias depois de o Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia ter rejeitado a impugnação da venda do património imobiliário do clube, mantido em leilão.
Segundo fontes do clube, a decisão implicou mudanças no curso do leilão, que decorre sob intermediação da Leilosoc, com venda prevista até quarta-feira.
A alienação do Estádio do Bessa, no Porto, e do seu complexo desportivo, com base global de 37,9 milhões de euros, integra o processo de insolvência cuja liquidação foi aprovada em setembro de 2025, após dívidas superiores a 150 milhões.
Paralelamente, o tribunal decretou a liquidação da SAD do Boavista, com efeitos a partir de 31 de maio, decisão que pode ser revertida se surgirem novos investimentos até essa data.
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