- O Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia manteve o leilão do Estádio do Bessa, no Porto, mas determinou alterações no procedimento da hasta pública, com a venda a decorrer até 20 de maio e mediada pela Leilosoc.
- A decisão surgiu após um requerimento da direção do Boavista e de um credor; o tribunal rejeitou a impugnação para travar a venda, mantendo o leilão em curso.
- A direção do Boavista alegou que o processo não reflete totalmente a realidade dos bens e pediu maior transparência e confiança; as mudanças visam corrigir isso sem suspender o leilão.
- O Estádio do Bessa, com 78 mil metros quadrados, foi reinaugurado para o Euro 2004, mas está inutilizado desde maio de 2025 por impedimento das autoridades.
- A venda envolve o estádio e o complexo desportivo, com valor base global de 37,9 milhões de euros; além disso, a massa insolvente já incluiu garagens, lojas e apartamentos próximos, enquanto a claque Panteras Negras anunciou recurso para tentar suspender o leilão.
O Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia manteve o leilão do Estádio do Bessa, no Porto, mas determinou alterações ao procedimento da hasta pública. A decisão é resultado de exposições enviadas pela direção do Boavista e por um credor, revelaram à Lusa fontes do clube.
A venda, que decorre até 20 de maio com intermediação da Leilosoc, tem como base um valor global de 37,9 milhões de euros. Aguardar alterações não suspende o processo, indicaram as mesmas fontes do Boavista.
A direção do Boavista, encabeçada por Rui Garrido Pereira, impugnou o leilão para assegurar transparência na alienação. Alega que o processo não reflete na íntegra a realidade dos bens, sobretudo o Estádio do Bessa.
Alterações no procedimento de leilão
A quebra de impugnação levou o tribunal a ordenar mudanças imediatas no curso da hasta pública, sem suspender a venda. O clube e um credor sublinharam que a estrutura está a trabalhar numa solução definitiva.
Contestação e impacto no processo
A claque Panteras Negras aprovou recorrer aos tribunais para tentar suspender o leilão e declarar a nulidade do processo. A venda judicial envolve o património imobiliário do Boavista, cuja massa insolvente tem outras vertentes já alienadas.
Além do estádio, o processo de venda da massa insolvente inclui garagens, lojas e apartamentos nas imediações do recinto, já mediadas pela Leilosoc. A Câmara Municipal do Porto não interveio, remetendo a resolução para os órgãos sociais do Boavista.
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