- O Racing Power assegurou a manutenção na Liga BPI na última jornada, com a presidente Mariana Duarte a falar em sensação de alívio.
- Mariana Duarte, de 24 anos, assumiu a presidência em julho e admite erros graves na montagem da equipa, sobretudo na contratação de jogadores sem alinhamento com o futebol português.
- A época contou com três treinadores, tendo a estabilidade chegado apenas em janeiro, após a presidente retomar a gestão.
- As jogadoras ficam ilibadas; a culpa principal recai na direção pela construção da estrutura e das escolhas efetuadas.
- Para a próxima época, o clube mantém Albano Oliveira como treinador, priorizando estabilidade estrutural e técnica antes de sonhar com lugares europeus.
Mariana Duarte, presidente do Racing Power, assumiu a responsabilidade pelo desempenho da equipa após a época atribulada que culminou com a manutenção na Liga BPI, garantida apenas na última jornada. A dirigente de 24 anos refere ter sentido um alívio coletivo, após enfrentar uma fase de instabilidade no clube da margem sul.
No balanço feito pela estrutura directiva, os erros graves surgiram na preparação da temporada, com contratações que não refletiam a realidade do futebol português. Duarte reconhece ter estado afastada por motivos pessoais até janeiro, o que contributou para a montagem da equipa e da estrutura técnica.
A presidente enfatiza que a responsabilidade principal recai sobre a direção, não sobre as jogadoras. Apesar das mudanças, a equipa manteve-se competitiva, tendo passado por três treinadores ao longo da época.
À procura de estabilidade
Com o pior já ultrapassado, o Racing Power foca-se na estabilidade para a próxima época. Duarte afirma que apenas com uma estrutura estável é que o clube pode sonhar com novos objetivos e melhores resultados. A líder acrescenta que a organização e a continuidade técnica são fatores decisivos para transmitir mensagens às jogadoras.
Quanto à equipa técnica, a aposta passa pela continuidade do treinador Albano Oliveira, que assumiu o cargo em janeiro, sucedendo Yerai Martín e, previamente, Manolo Cano. Duarte sublinha que o treinador não atua como milagreiro, salientando que o êxito depende de uma base estável.
A dirigente mantém a linguagem firme sobre o planeamento futuro, destacando o peso da organização interna e da gestão desportiva para devolver o Racing Power aos patamares desejados. A prioridade passa pela consolidação de uma estrutura sólida que permita evoluir de forma consistente.
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