- Miguel Vicente, 28 anos, de Sintra, concluiu uma prova de 10 km pela primeira vez, apesar da paralisia cerebral.
- Nascido após uma gravidez prolongada e sem oxigénio, ficou na incubadora e recebeu o diagnóstico de paralisia cerebral; médicos disseram que não iria andar nem falar.
- A família investiu em terapias para promover a independência dele, incluindo natação, futebol e, mais tarde, corrida; hoje treina de forma progressiva.
- A conclusão da prova na meta foi recebida pela família com lágrimas e emoção, segundo a irmã Madalena Vicente.
- O próximo objetivo de Miguel é disputar a meia-maratona (21 km).
Miguel Vicente, de 28 anos, de Sintra, concluiu hoje uma prova de 10 km apesar de nascer com paralisia cerebral. O momento foi vivido com emoção pela família, que descreveu as lágrimas de alegria no final.
Miguel nasceu após uma gravidez que quase durou 42 semanas. O parto não foi de cesariana e o bebé ficou sem oxigénio durante o nascimento, sendo retirado sem choros. Diagnosticaram-lhe paralisia cerebral nas primeiras semanas. Hoje, embora com dificuldades, ele consegue falar e locomover-se com progressão gradual.
Desde pequeno, a família procurou terapias para promover a independência, incluindo uso de talas. O desporto entrou pela via do pai, passando pela natação e pelo futebol até chegar à corrida. O treino é progressivo, adaptado ao tempo de Miguel, segundo as treinadoras.
A paralisia cerebral afeta o controlo muscular e a coordenação, o que torna o desafio de correr ainda mais significativo. O apoio familiar é diagnóstico pela própria irmã da família, que descreve o espírito de superação de Miguel.
Ao longo do percurso escolar, Miguel enfrentou episódios de bullying, mas manteve foco nos objetivos. A obtenção da carta de condução também foi uma meta alcançada. A prova de 10 km marca mais um passo na afirmação desportiva, com o próximo objetivo a meia-maratona de 21 km.
Desempenho e perspetivas
Miguel, acompanhado pela equipa de treino, continua a preparar-se para compromissos futuros, mantendo a participação ativa em atividades desportivas. O foco permanece na melhoria contínua e na autonomia diária.
Apoio e contexto
A família atribui o sucesso ao suporte de profissionais de saúde e às terapias de treino. Especialistas destacam que a prática desportiva pode contribuir para a melhoria da coordenação e da confiança em pessoas com paralisia cerebral.
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