- A FIFA aprovou a chamada “Lei Prestianni”, que prevê cartão vermelho direto para jogadores que tapem a boca para falar, a entrar em vigor no Mundial de 2026.
- A decisão foi tomada pelo International Football Association Board (IFAB) e anunciada por a FIFA, após uma reunião em Vancouver, Canadá.
- A normativa também permite expulsões diretas de jogadores que abandonem o terreno de jogo em protesto contra decisões arbitrais ou técnicos que os incentivem a fazê-lo.
- O debate teve origem no incidente envolvendo Gianluca Prestianni, jogador argentino do Benfica, suspenso por seis jogos pela UEFA, por alegados insultos homofóbicos dirigidos a Vinícius Júnior no Real Madrid–Benfica.
- O caso ocorreu a 17 de fevereiro, no primeiro jogo do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, disputado no Estádio da Luz, com o árbitro a interromper o encontro para ativar o protocolo antirracista.
A FIFA confirmou, nesta terça-feira, a aprovação, por unanimidade do IFAB, de uma alteração às leis do futebol. A nova norma permite expulsão direta de jogadores que tapem a boca para falar, com vista a combater comportamentos discriminatórios. A medida entra em vigor no Mundial de 2026.
A decisão surge quatro dias depois de Gianluca Prestianni, jogador argentino do Benfica, ter sido suspenso por seis jogos pela UEFA, três deles com pena suspensa. O incidente ocorreu durante a Champions League, em Lisboa, contra o Real Madrid.
Na ocasião, Vinícius Júnior alegou ter ouvido insultos racistas, com o árbitro François Letexier a interromper o jogo no Estádio da Luz e a activar o protocolo antirracismo. Prestianni negou as palavras, mas Vinícius Júnior confirmou o insulto.
Medidas em vigor
O IFAB aprovou, ainda, por unanimidade, a expulsão direta de jogadores que abandonem o terreno de jogo em protesto contra decisões arbitrais ou técnicos. As propostas partiram da FIFA, após consulta a atores do futebol mundial.
A organização aponta que as alterações visam combater comportamentos discriminatórios e inadequados, citando também a final da Taça das Nações Africanas, em que o Senegal abandonou o relvado em protesto.
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