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Câmara do Porto recusa travar leilão e encaminha solução à direção do Boavista

Câmara do Porto não participa no leilão do Bessa e devolve a solução aos órgãos do Boavista, com foco na continuidade da prática desportiva

Uma petição pública lançada em novembro, propõe o reconhecimento do clube como património imaterial
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  • A Câmara do Porto afirmou não participar no leilão do Estádio do Bessa e responsabilizou os órgãos do Boavista pela resolução estrutural da crise, apesar da pressão pública para intervenção municipal.
  • O leilão decorre até 20 de maio, no âmbito de um processo de insolvência em que o passivo do Boavista ultrapassa 150 milhões de euros, com o estádio e complexo desertos a leilão por cerca de 38 milhões de euros no total.
  • Ex-presidente do Boavista, João Loureiro, pediu intervenção pública para proteger o património, alertando para o risco de perder para “abutres do imobiliário”.
  • A claque Panteras Negras anunciou ações judiciais para travar a venda, alegando ilegalidades na alienação dos ativos e incumprimentos estatutários no processo de insolvência.
  • A posição da Câmara mantém-se de não intervir diretamente, mas o município diz estar disponível para dialogar e explorar medidas para salvaguardar a prática desportiva, a formação de jovens e o interesse público, incluindo potenciais classificações de património.

A Câmara do Porto anunciou que não vai participar no leilão do Estádio do Bessa, mantendo que a resolução da crise é responsabilidade dos órgãos do Boavista. A autarquia disse que não pode interferir num processo de até, e que qualquer intervenção dependeria de aprovação prévia dos seus órgãos.

A decisão ocorre num contexto de crise financeira no Boavista, com o estádio e o complexo desportivo a serem leiloados por um valor base de cerca de 38 milhões de euros. O processo decorre no âmbito de uma insolvência cuja dívida total supera os 150 milhões de euros.

João Loureiro, ex-presidente do Boavista, já pediu intervenção pública para proteger o património do clube, defendendo que a Câmara deve estar à altura das circunstâncias. Paralelamente, uma petição propõe classificar o Estádio do Bessa como bem de interesse público.

A Câmara admite preocupação com o peso histórico e desportivo do Boavista, mas sustenta que a decisão estrutural depende dos órgãos do clube e dos seus associados. O município diz ainda estar disponível para dialogar com as partes para assegurar a continuidade desportiva.

O leilão, mediado pela Leilosoc, prolonga-se até 20 de maio. O Boavista enfrenta instabilidade interna, com ações judiciais anunciadas pela claque Panteras Negras para travar a venda dos ativos do clube.

Além disso, surge o movimento Unidos pelo Boavista, que exige uma assembleia geral extraordinária para destituição da direção e nomeação de uma comissão administrativa. A situação cria um ambiente de contestação interna ao clube.

A autarquia refere que não pretende, nem pode, restringir o funcionamento normal do mercado, e que a resolução da matéria cabe, prioritariamente, aos órgãos do Boavista. O município reforça a necessidade de proteger a prática desportiva e a formação de jovens atletas que utilizam as estruturas.

Fica por esclarecer se o município reconhecerá formalmente o Boavista como património imaterial de interesse municipal ou se classificará o Estádio do Bessa como património de interesse público, condicionando a sua alienação.

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