- A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) defende a abolição do Prémio da Paz criado pela FIFA em 2025, alegando que viola a neutralidade política do organismo.
- A presidente da NFF, Lisa Klaveness, afirmou que o prémio não teve base no congresso da FIFA, não tem legitimidade e ultrapassa o mandato da organização.
- A NFF vai apoiar a denúncia apresentada pela ONG FairSquare contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino, por atribuir o prémio a Donald Trump sem consulta à estrutura da FIFA, e enviarei uma carta ao Comité de Ética para analisar a queixa.
- Klaveness, que integra a Comissão Executiva da FIFA, representará a federação no congresso da FIFA, marcado para quinta-feira, e reforçou a necessidade de o Comité de Ética avaliar a situação.
- O prémio foi anunciado a 5 de dezembro, em Washington, durante o sorteio do Mundial de 2026, com a atribuição a Trump, que mais tarde pressionou o Comité Nobel norueguês para o galardão, que acabou por ser atribuído a Maria Corina Machado.
A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) pediu a abolição do Prémio da Paz criado pela FIFA em 2025, atribuído ao presidente dos EUA, Donald Trump, por entender que viola a neutralidade do organismo. A decisão surge no âmbito de críticas à legitimidade do galardão.
Lisa Klaveness, presidente da NFF, afirmou que o prémio não teve base no congresso da FIFA, não tem legitimidade e ultrapassa o mandato da organização. A dirigente confirmou o apoio à denúncia da ONG FairSquare contra Gianni Infantino.
Vai ainda enviar uma carta ao Comité de Ética da FIFA para que a queixa seja analisada. Klaveness fará parte da Comissão Executiva da FIFA e representa a federação no próximo congresso, na quinta-feira.
Contexto do prémio
Em 5 de dezembro, em Washington, durante o sorteio do Mundial 2026, Infantino revelou a criação do prémio e a escolha de Trump, justificando-o por ações do presidente para promover a paz. A decisão gerou críticas pela neutralidade política.
No ano seguinte, Trump pressionou o Comité Nobel norueguês para o distinguir com o galardão. Em 10 de outubro, o prémio acabou por ser atribuído à venezuelana Maria Corina Machado, o que intensificou a contestação de entidades como a NFF.
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