- O ex-árbitro Pasquale Di Meo afirma que Gianluca Rocchi, chefe dos árbitros, criou códigos secretos para influenciar as decisões do VAR.
- Entre os gestos, destacava-se o “pedra-papel-tesoura” em reuniões privadas, com instruções dadas através da janela da sala do VAR em Lissone.
- Di Meo diz que era comum fazer estes sinais pela janela para pressionar os videoárbitros, apesar de o VAR e o AVAR terem de ser autónomos.
- Rocchi está a ser investigado por fraude desportiva, acusado de nomeações para beneficiar certos clubes, com o Inter Milão apontado como principal beneficiário e de pressionar o VAR.
- A imprensa italiana já revelou mais sete nomes sob investigação: Andrea Gervasioni (supervisor do VAR) e os árbitros Daniele Paterna, Dominic Rocca, Daniele Doveri, Andrea Colombo, Simone Sozza e Fabio Maresca.
Desta vez surgem novos detalhes sobre o escândalo de arbitragem que abala o futebol italiano. Pasquale Di Meo afirma que Gianluca Rocchi, chefe dos árbitros, criou códigos secretos para influenciar as decisões do VAR. Os gestos eram discutidos em reuniões semanais de árbitros.
Segundo o antigo juiz, uma prática recorrente passava pela direção de gestos através da janela da sala do VAR, em Lissone, para orientar os videoárbitros. O sistema é suposto funcionar de forma autónoma, sem intervenções externas.
Di Meo relata ainda que o objetivo seria pressionar o VAR e o AVAR, colocando em causa a autonomia técnica do processo de revisão das jogadas.
Outros nomes na investigação
A imprensa italiana avança que já estão identificados mais elementos além de Rocchi: Andrea Gervasoni, supervisor do VAR, e árbitros Daniele Paterna, Dominic Rocca, Daniele Doveri, Andrea Colombo, Simone Sozza e Fabio Maresca. Todos são alvo de averiguações por suspeitas de favorecimento a clubes.
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