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Panteras Negras contestam venda e insolvência do Boavista para travar leilão

Panteras Negras movem ações para anular a venda do Estádio do Bessa e o processo de insolvência do Boavista, tentando travar o leilão marcado para 20 de maio

O Boavista foi declarado falido em julho último
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  • Os Panteras Negras dizem que a venda de ativos e o processo de insolvência do Boavista são ilegais e preparam ações para tentar travar o leilão do Estádio do Bessa, marcado para 20 de maio.
  • A associação afirma que vão avançar com duas ações de nulidade: uma contra a venda em hasta pública do estádio e outra contra o processo de insolvência decretado a 8 de julho de 2025.
  • A entrada da ação relativa ao leilão deverá ocorrer apenas após a abertura da hasta pública, agendada para 27 de abril, segundo Pedro Cortez.
  • A direção do Boavista contestou as ações, defendendo que os fundamentos apresentados pela associação não são suficientes, e já pediu impugnação urgente do leilão no Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia.
  • O leilão envolve o Estádio do Bessa e o complexo desportivo adjacente, com valor mínimo de 32,9 milhões de euros e base de 37,9 milhões, no âmbito de um processo de insolvência com dívidas superiores a 150 milhões de euros.

O grupo Panteras Negras afirmou que a venda dos ativos do Boavista e o processo de insolvência devem ser considerados nulos, a fim de travar o leilão em curso. A comunicação foi feita nesta sexta-feira à Lusa pela associação.

Pedro Cortez, dirigente, disse que o departamento jurídico prepara duas ações de nulidade: uma contra a venda em hasta pública do Estádio do Bessa e outra para anular o processo de insolvência decretado a 8 de julho de 2025. As ações não são providências cautelares, indicou.

A venda dos ativos está marcada para decorrer entre 27 de abril (abertura da hasta pública) e 20 de maio, com um valor mínimo de 32,9 milhões de euros e base de 37,9 milhões de euros, sob a gestão da Leilosoc. O processo insere-se no incumprimento de dívidas superiores a 150 milhões.

O grupo vê irregularidades na tramitação do leilão e questiona a legalidade de toda a insolvência, considerando que houve incumprimentos de procedimentos estatutários. Cortez assegurou que o foco é restabelecer a legalidade de todo o procedimento.

Ao mesmo tempo, a direção do Boavista já apresentou um pedido urgente de impugnação do leilão no Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, alegando falta de transparência e de avaliação adequada dos ativos. Em paralelo, subscritores exigem Assembleia Geral extraordinária para destituição da direção.

O Estádio do Bessa, o complexo desportivo adjacente e demais ativos estão em leilão global, promovido pela empresa interventora. A insolvência do Boavista, com dívidas elevadas, é o pano de fundo das discussões em torno do processo.

Fonte: agência Lusa.

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