- O Millwall está a ponderar processar a autarquia de Westminster pela distribuição de um livro infantil que associa o clube ao Ku Klux Klan.
- O livro, intitulado “A história de Paul Canoville”, relata abusos racistas contra o primeiro jogador negro do Chelsea e refere insultos poradeptos do Millwall vestindo bandeiras do Ku Klux Klan.
- O desenho do livro mostra um membro do Ku Klux Klan com a túnica branca ao lado do jogador, com o clube estampado no peito, acompanhando a frase sobre racismo.
- A Câmara Municipal de Westminster confirmou que não vai distribuir mais exemplares e que o material existente será destruído; o Millwall estuda a posição legal a tomar.
- A autarquia pediu desculpas pela forma como utilizou a imagem para retratar o tema do racismo no futebol.
O Millwall, terceiro classificado da Championship, avalia processar a autarquia de Westminster pela distribuição de um livro infantil que associa o clube ao Ku Klux Klan. A possível ação surge após o município ter promovido a obra.
O livro, intitulado A história de Paul Canoville, retrata o percurso do primeiro jogador negro a alinhar pelo Chelsea e descreve abusos racistas na década de 1980. O texto refere incidentes em que adeptos do Millwall, vestidos como membros da KKK, terão insultado Canoville.
O material mostra ainda uma imagem de um membro da KKK com o emblema do Millwall e, junto, a afirmação do jogador sobre o racismo histórico no futebol. O Millwall aponta que o conteúdo pode ter causado danos à imagem do clube.
Desdobramentos legais
A Câmara Municipal de Westminster afirmou que não vai distribuir mais exemplares e que o material existente será destruído. O Millwall deixou ainda em aberto a sua posição legal sobre o caso, após a autarquia ter pedido desculpas pela forma como a imagem foi utilizada.
O clube não comentou detalhes sobre prazos ou passos legais, limitando-se a confirmar a análise da sua posição. A autarquia, por sua vez, reconheceu a indisponibilidade de continuar com a distribuição do livro.
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