- O movimento Unidos pelo Boavista entregou hoje um requerimento com 270 assinaturas para realizar uma assembleia geral extraordinária, visando destituir a Direção e nomear uma Comissão Administrativa até novas eleições.
- O documento solicita à Mesa da Assembleia Geral a validação das assinaturas em cinco dias úteis e a convocação da assembleia no prazo de oito dias úteis após o pagamento da taxa prevista nos estatutos.
- A proposta prevê a nomeação de uma comissão administrativa transitória para gerir o clube e representar institucionalmente o Boavista junto da administradora de insolvência, da comissão de credores e do tribunal.
- A iniciativa ocorre num contexto de instabilidade, com leilão do Estádio do Bessa e do complexo desportivo adjacente marcado para a próxima semana, num valor-base global de cerca de 38 milhões de euros, e dívidas superiores a 150 milhões.
- A direção, liderada por Rui Garrido Pereira, disse estar surpreendida pelo avanço do processo, enquanto a claque Panteras Negras anuncia ações legais para sustar o leilão; a SAD do clube e a direção mantêm o compromisso com a continuidade da atividade.
O movimento “Unidos pelo Boavista” entregou hoje um requerimento com 274 assinaturas para pedir uma assembleia geral extraordinária. O objetivo é destituir a Direção e nomear uma Comissão Administrativa que administre o clube até novas eleições. O pedido dirige-se ao presidente da Mesa da Assembleia Geral, conforme os estatutos.
O documento aponta uma “impossibilidade superveniente” de prosseguir com as funções. Alega ainda perda de confiança na administradora de insolvência e na Comissão de Credores como fundamentos para a saída dos órgãos sociais. O requerimento pede validação de assinaturas em cinco dias úteis e a convocação da assembleia em oito dias úteis após o depósito da quantia exigida.
A proposta inclui a criação de uma comissão administrativa transitória para a gestão corrente e representação institucional junto da insolvência, da comissão de credores e do tribunal, visando viabilizar uma solução de recuperação ou continuidade do clube. O pedido está assinado por 274 sócios até às 15h20.
Leilão do Estádio do Bessa
O leilão do Estádio do Bessa e do complexo desportivo adjacente, com base global de cerca de 38 milhões de euros, está marcado para a próxima semana. A instituição acumula dívidas superiores a 150 milhões de euros, aumentando a pressão sobre a direção.
A direção, liderada por Rui Garrido Pereira, disse estar surpreendida com o avanço do processo e afirmou que havia negociações em curso para viabilizar o clube. Garantiu lutar para travar a venda, reconhecendo, porém, a possibilidade de alienação de ativos em caso de liquidação.
Reações
A claque Panteras Negras anunciou intenção de recorrer aos tribunais para suspender o leilão e declarar nulidade do processo. A SAD do Boavista, liderada por Fary Faye, acompanha a situação e assegura defesa dos interesses do clube e continuidade da atividade.
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