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Portuguesa mais medalhada lamenta saída da maratona nos Mundiais

Manuela Machado lamenta a saída da maratona dos Mundiais a partir de 2030, com a criação de campeonato autónomo.

Manuela Machado, a portuguesa com mais medalhas em maratonas em Campeonatos do Mundo de atletismo
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  • Manuela Machado, a portuguesa com mais medalhas em maratona em Mundiais, lamentou a saída da prova a partir de 2030.
  • Campeã do mundo da maratona em Gotemburgo, em 1995, e prata em Estugarda, em 1993, Machado soma ainda prata em Atenas, em 1997, mantendo-se entre as maiores estatísticas nacionais.
  • A World Athletics anunciou a criação de um campeonato autónomo para a maratona a partir de 2030, com alternância entre edições masculinas e femininas; Beijing 2027 e a edição de 2029 serão as últimas a incluir a disciplina.
  • A antiga atleta diz que, no seu tempo, a maratona terminava no estádio; hoje vê a mudança como um decréscimo de simbolismo e considera-a um desprezo pela prova.
  • Aos 62 anos, Machado trabalha no Município de Viana do Castelo e detém ainda dois diplomas olímpicos, mais um recorde pessoal de 2:25:09 na maratona de Londres 1999.

Manuela Machado, a atleta portuguesa mais medalhada em maratonas nos Mundiais de atletismo, manifestou nesta quinta-feira, à Lusa, a tristeza pela saída da prova de maratona dos Mundiais a partir de 2030. A mudança envolve a criação de um campeonato autónomo para a maratona.

A antiga atleta explicou que a separação da maratona das provas disputadas no estádio nos Mundiais representa um desvio de uma prova cuja história marcou a modalidade. Machado soma cinco medalhas entre Mundiais e Europeus, com destaque para o ouro de Gotemburgo 1995.

No seu palmarés, a maratona de Atenas 1997 não teve apenas simbolismo, mas também a importância de terminar no estádio Olímpico. A ex-maratonista recordou ainda que, entre as medals, a da África de 1997 foi a que mais a tocou pela experiência de chegada ao estádio.

Manuela Machado, hoje com 62 anos e funcionária do Município de Viana do Castelo, mencionou que a modalidade perdeu parte do seu simbolismo desde que as provas passaram a não terminar no estádio, o que vê como uma redução de prestígio. Mantém ainda o orgulho pelas conquistas.

Além das medalhas em Mundiais, a atleta foi duas vezes campeã europeia (Helsínquia 1994 e Budapeste 1998) e conquistou dois diplomas olímpicos, com sétimos lugares em Barcelona 1992 e Atlanta 1996. O recorde pessoal na maratona é 2h25m09s (Londres, 1999).

Alteração na organização da maratona

No dia 7 de abril, a World Athletics informou a criação de um campeonato autónomo da maratona a partir de 2030, com alternância anual entre edições masculinas e femininas. Beijing 2027 e a edição de 2029 devem ser as últimas com a prova integrada.

Machado questiona o impacto da mudança e percebe que a nova formula pode abrir espaço a outras disciplinas, caso a maratona passe a ser integrada de forma diferente em eventos maiores. Contudo, mantém a perspectiva de que a essência histórica fica menor.

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