- Sónia Teixeira, árbitra portuguesa, dirigiu a final da Euroliga feminina, aos 48 anos, destacando-se como reconhecimento internacional pelo seu trabalho.
- A final, em Saragoça, Espanha, ficou marcada pela vitória do Fenerbahçe sobre o Galatasaray por 68-55, sagrando-se campeão pela terceira vez.
- O episódio é visto como o ponto mais alto da carreira da árbitra, que descreveu a experiência como um orgulho, com cerca de 11.000 espetadores na bancada.
- A carreira dual de Sónia — licenciada em economia com mestrado e pós-graduação, a trabalhar no setor bancário — exigiu sacrifícios logísticos e físicos para manter a arbitragem internacional.
- Ao anunciar o fim da carreira neste verão, a árbitra incentiva outras mulheres a sonhar e persistirem, sublinhando a importância da resiliência e do apoio profissional.
Sónia Teixeira cumpriu aos 48 anos o sonho de apitar a final da Euroliga feminina de basquetebol, num reconhecimento internacional fruto de uma carreira marcada por desafios, especialmente a conjugação entre arbitragem e banca. A final ocorreu em Saragoça, Espanha, diante de cerca de 11 mil espectadores, com Fenerbahçe a vencer o Galatasaray por 68-55.
A árbitra lisboeta foi a juíza principal do encontro entre rivais turcas, destacando a importância do momento para a visibilidade da arbitragem feminina no desporto europeu. Este foi o terceiro título conquistado pelo Fenerbahçe, no topo da competição de clubes. Teixeira descreveu o feito como o ponto mais alto da carreira até então.
Este logro surge após 14 anos a apitar internacionalmente, numa trajetória alinhada com uma vida dual: licenciada em economia, com pós-graduação e mestrado, trabalha no setor bancário. O equilíbrio entre viagens, noites sem sono e o trabalho diário exige uma ginástica logística constante.
Reconhecimento internacional
Sónia Teixeira recorda que, ao longo da carreira, já dirigiu finais de outras provas, em Portugal e no estrangeiro, o que ajudou a criar um conhecimento mútuo com as jogadoras e equipas. A arbitragem começou aos 19 anos, quando jogava na segunda divisão, no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa.
Em termos de impacto, a árbitra afirma ter sentido orgulho pelo desempenho de campo, que permitiu elevar o nível de espetáculo da final four disputada em Espanha. O desafio logístico de voar após dias de trabalho e regressar no primeiro voo para a banca foi uma constante ao longo dos anos.
Sónia Teixeira, que já não persiste o sonho olímpico, admite que a vida dupla limita a disponibilidade, mas continua a encorajar outras mulheres a explorar a arbitragem desportiva. Ela considera que o exemplo pode inspirar futuras gerações, destacando a necessidade de persistência e resiliência.
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