- A SAD do Boavista garantiu “total compromisso” na defesa dos interesses da instituição, enquanto a direção do clube e a claque Panteras Negras tentam travar o leilão do complexo desportivo.
- O Estádio do Bessa e o respectivo complexo vão a leilão após 27 de abril por 38 milhões de euros, com ativos que podem ser licitados em conjunto ou separadamente.
- O estádio tem abertura de 31 milhões de euros; o complexo anexo começa com base de licitação de 6,8 milhões de euros.
- O presidente do clube, Rui Garrido Pereira, afirmou que a venda só se concretizar se o processo chegar ao fim; os Panteras Negras consideram recorrer aos tribunais.
- O Boavistaassume estar em liquidação e regista dívidas superiores a 150 milhões de euros; o acionista maioritário tem garantido suporte financeiro desde início de 2026; o último jogo no Bessa foi em maio de 2025 e o recinto está interdito pela ANEPC.
A SAD do Boavista garantiu esta terça-feira total compromisso na defesa dos interesses da instituição, após o anúncio de leilão do Estádio do Bessa e do complexo desportivo. O leilão, marcado para depois de 27 de abril, terá base total de 38 milhões de euros e é organizado pela LEILOSOC Worldwide, no âmbito da insolvência do clube, situado no Porto.
A direção do Boavista e a claque Panteras Negras uniram-se para travar o processo, assegurando que a venda de ativos não decorra sem diligência. O presidente da SAD, o ex-jogador Fary Faye, afirmou que a gestão acompanha a evolução da situação e trabalha para a continuidade, estabilidade e valorização no médio e longo prazo.
O leilão envolve o Estádio do Bessa, inaugurado após remodelação há 22 anos, e o complexo desportivo adjacente. O valor de abertura do recinto é de 31 milhões de euros, enquanto o complexo imobiliário tem base de licitação de 6,8 milhões de euros; os ativos podem ser adquiridos separadamente ou em conjunto.
Contexto financeiro e implicações
O Boavista enfrenta uma situação de insolvência com dívidas superiores a 150 milhões de euros e o estádio tem a utilização impedida pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). O processo decorre num momento de incerteza para o clube e para as suas atividades. O acionista maioritário tem garantido suporte financeiro contínuo desde início de 2026, segundo a SAD, assegurando a continuidade operacional do Boavista Futebol Clube. Os Panteras Negras sinalizam que poderão recorrer aos tribunais para defender o património construído pela coletividade.
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