- O Boavista ficou surpreendido com o leilão do Estádio do Bessa, anunciado numa fase de negociações para a recuperação do clube.
- A direção afirma que, estando o clube em liquidação, a venda de ativos não é ilegítima, mas só pode avançar se o processo for concluído; promete lutar para impedir esse desfecho.
- A claque Panteras Negras anunciou que vai recorrer aos tribunais para tentar travar a venda judicial do património, incluindo o estádio.
- O leilão, com base de 38 milhões de euros, está agendado para a próxima semana, no âmbito da insolvência da SAD que acumula dívidas superiores a 150 milhões.
- A massa associativa é apelar à união neste momento decisivo, com o clube a enfrentar dificuldades financeiras e posicionamento último na AF Porto.
O Boavista permanece surpreendido com a notícia de que o Estádio do Bessa está a ser leiloado. O leilão integra o processo de insolvência do clube, que acumula passivos superiores a 150 milhões de euros. A venda avança num momento em que a SAD trabalha em soluções para viabilizar a instituição, já em liquidação.
A direção do clube informou aos associados que pretende travar o processo de venda do recinto. O presidente Rui Garrido Pereira afirmou que, apesar da liquidação, a venda de ativos não é automaticamente legítima e depende de todo o processo ser concluído. A prioridade é evitar esse desfecho.
Em reunião recente do Conselho Geral, a direção recebeu apoio unânime, segundo o clube. No comunicado, o Boavista ressalva o esforço para manter o Estádio do Bessa Séc. XXI sob controlo da massa associativa, defendendo a unidade dos associados num momento crítico.
A claque Panteras Negras anunciou ações legais para impedir a alienação do património, incluindo o estádio e o complexo desportivo adjacente. O movimento critica a gestão atual e aponta para uma suposta falta de plano de recuperação antes da insolvência.
O leilão está marcado para a próxima semana, com um valor base de 38 milhões de euros. O Boavista, campeão nacional em 2000/01, desceu da I Liga em 2025 e encontra-se atualmente no último lugar da AF Porto, no Parque Desportivo de Ramalde.
A claque Panteras Negras Footballers Club, fundada em 1984, expandiu-se em 2025 como reação ao cenário de instabilidade do clube. A estrutura, que já anunciou contestação, afirma que não aceita o fim do Boavista sem luta pela sobrevivência.
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