- O Estádio do Bessa, casa do Boavista, e o complexo desportivo adjacente vão a leilão no Porto, por 38 milhões de euros, no âmbito da insolvência dos axadrezados.
- As licitações arrancam a 27 de abril, na plataforma LEILOSOC, e terminam às 18h do dia 20 de maio; os ativos podem ser licitados em conjunto ou separadamente.
- O recintos tem uma abertura de 31 milhões de euros, enquanto o complexo anexado, que permite desenvolvimento imobiliário, parte de 6,8 milhões de euros.
- O Bessa possui cerca de setenta e oito mil metros quadrados de construção, onze pisos, e encontra-se indisponível devido a decisão da Autoridade Nacional de Emergência e Segurança Civil (ANEPC); a massa insolvente tem dívidas superiores a 150 milhões de euros.
- A liquidação do património do Boavista, aprovada em setembro de 2025, visa travar prejuízos da insolvência; em fevereiro, a administradora retirou poderes à direção da SAD após falha de pagamento de despesas correntes.
O Estádio do Bessa, casa do Boavista há 22 anos, e o seu complexo desportivo vão a leilão no âmbito da insolvência do clube. O preço inicial total é de 38 milhões de euros, com base na avaliação da LEILOSOC Worldwide. A venda pode ser efetuada em conjunto ou separadamente.
O recinto desportivo tem valor de abertura de 31 milhões de euros, enquanto o complexo anexo, que permite desenvolvimento imobiliário, começa com 6,8 milhões. Os ativos podem ser adquiridos em conjunto ou isoladamente, conforme licitação na plataforma da leiloeira.
O leilão está marcado para arrancar a 27 de abril. As licitações terminam às 18h do dia 20 de maio, após o processo de divulgação pública do património do Boavista. O estádio encontra-se interditado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Contexto financeiro do Boavista
O Boavista atravessa um período de dificuldades financeiras, com dívidas que ultrapassam 150 milhões de euros. A massa insolvente foi alvo de liquidação aprovada em setembro de 2025 para mitigar prejuízos. A equipa senion deixou de competir a 2024/25.
Em fevereiro, a administradora de insolvência retirou poderes à direção, após o clube não pagar despesas correntes. O acionista maioritário, Gérard López, interveio para assegurar a regularização do estabelecimento e a preservação das modalidades amadoras.
A SAD do Boavista, liderada por Fary Faye, continua com restrições FIFA que impedem o uso de reforços. Uma equipa sénior independente foi lançada no verão de 2025, mas não cumpriu os requisitos de licenciamento, mantendo-se nas competições distritais.
Outros ativos e próximos passos
Para além do estádio, a massa insolvente leiloou, em fevereiro, um apartamento, uma loja e 28 lotes de garagem, com prazos de licitação encerrados a 10 de abril. Os ativos restantes mantêm-se em processo de venda até o final do mês.
A venda do Estádio do Bessa e do complexo desportivo ocorre num momento de reorganização financeira do clube, que não disputa a II Liga desde maio de 2025. A licitação será conduzida exclusivamente pela plataforma da LEILOSOC Worldwide.
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