- A Liga de clubes (LPFP) vai testar o consumo de bebidas de baixo teor alcoólico nos estádios em competições profissionais de futebol, após a Assembleia Geral realizada no Porto.
- O presidente da LPFP, Reinaldo Teixeira, disse que o objetivo é permitir o consumo o mais rápido possível, conforme a lei e com autorização da força de segurança local.
- A norma permite vender cerveja e cidra nos recintos desde que o regulamento de segurança o permita e haja autorização da autoridade de segurança, com a ideia de estender a prática a todas as atividades desportivas.
- O tema está a ser discutido desde setembro de 2025 com o Governo, na perspectiva de abrir a tutela para ajustar a legislação que proíbe a venda de bebidas com baixo teor alcoólico desde a década de 1980.
- Também foi discutida a extensão das janelas de transferências e a obrigatoriedade de dois dias de descanso entre jogos, com diálogo entre LPFP, clubes e o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF).
O consumo de bebidas de baixo teor alcoólico nos estádios será testado em jogos de futebol profissional. A decisão foi anunciada na sexta-feira pelo presidente da Liga de clubes (LPFP), durante a Assembleia Geral extraordinária realizada no Porto.
Reinaldo Teixeira afirmou que o trabalho envolve as forças de segurança, o diretor de segurança da LPFP e as sociedades desportivas, com o objetivo de permitir o consumo o mais depressa possível. Não foram divulgados quais jogos entrarão no piloto.
A lei permite a venda de bebidas de baixo teor alcoólico desde que o regulamento de segurança do estádio permita e a autorização parta da força de segurança local, que pode suspender a atividade a qualquer momento. A LPFP pretende que a prática se alargue a todas as modalidades desportivas.
Testes e enquadramento regulatório
O dirigente indicou que a iniciativa decorre de conversações com o Governo desde o início da sua presidência, em setembro de 2025, com a abertura da tutela para ajustar a legislação que, desde a década de 1980, proíbe a venda nestes recintos. O objetivo é alargar hábitos de consumo dentro dos estádios, mantendo o controlo de segurança.
Teixeira reforçou que o trabalho é feito em articulação com a entidade reguladora, as sociedades desportivas e as forças de segurança locais, sem especificar quais jogos vão participar no piloto. O objetivo é evitar que a receita de dias de jogo fique limitada apenas a espaços exteriores.
Projetos paralelos e impactos
Na mesma sessão, a LPFP tratou da venda de direitos audiovisuais para o mercado doméstico, aprovando o procedimento correspondente. O presidente destacou ainda a importância de manter a cooperação com clubes e entidades de segurança para assegurar a viabilidade do piloto.
A proposta de alargar o consumo de bebidas de baixa percentagem alcoólica surge após uma intervenção do Vitória de Guimarães, em 2024, que defendia uma legalização regulada para as bancadas, com base em estudos internacionais que não associam diretamente o consumo à violência.
Perspetivas para o calendário de transferências
Teixeira também mencionou a intenção de prolongar as janelas de transferências de verão e inverno, sugerindo mais uma semana de negociação para evitar fragilidades nas sociedades desportivas. Além disso, discutiu com o SJPF a possibilidade de dois dias de descanso entre jogos e maior flexibilidade nos prazos de recuperação.
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