- O presidente do Conselho Fiscal do Vitória, Dinis Monteiro, afirma que a SAD minhota enfrenta um défice grande que faz disparar o passivo.
- Segundo Monteiro, as contas a 30 de junho de 2025 mostram um passivo já alto, apesar de uma melhoria face ao ano anterior, devido a receitas correntes e de vendas de atletas recordes na época anterior.
- A época sem receitas da UEFA e com vendas de jogadores reduzidas, concentradas na janela de agosto, explica o défice e o aumento do passivo.
- As contas finais só serão conhecidas após o fecho de contas a 30 de junho de 2026, altura em que se saberá o valor exato do passivo e a sua composição.
- O dirigente apela à responsabilidade dos candidatos, defendendo o apoio à direção cessante para maximizar vendas e manter o clube o mais estável possível para quem o suceder.
Dinis Monteiro, presidente do Conselho Fiscal do Vitória FC, concedeu uma entrevista ao Grupo Santiago para discutir a situação financeira da SAD minhota. Alertou para um défice significativo que está a puxar o passivo para valores elevados.
Segundo o responsável, a conjuntura atual difere da época de 2024/2025, quando houve recordes de pontos e de receitas correntes, bem como de vendas de atletas. As receitas da UEFA não estão a entrar, e as vendas de jogadores foram menos expressivas, aumentando o défice.
As contas finais de 30 de Junho de 2025 ainda estão por sofrer confirmação. A direção prevê analisar o resultado apenas quando as contas de 2026 estiverem fechadas, o que pode influenciar o montante e a composição do passivo.
Apelo aos candidatos
Dinis Monteiro defendeu que a direção cessante deve maximizar as vendas e cumprir objetivos mínimos para manter o clube estável para quem o suceder. O Conselho Fiscal acompanhará o trabalho até ao fim, monitorizando a evolução financeira.
O dirigente reforçou a ideia de que quem quiser ser candidato precisa compreender a dimensão do Vitória e o estado económico-financeiro da SAD. A responsabilidade recai sobre candidatos e órgãos sociais, mesmo em renúncia.
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