- Daniela Campos, jogadora do Maia Futsal, foi multada pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol por apostar em jogos da I Liga e na seleção portuguesa feminina.
- Foram 10 apostas num total de cerca de 15 euros, entre 7 e 9 de novembro de 2025 e 24 a 26 de janeiro de 2026.
- A sanção foi de 714 euros; a defesa sustenta que a questão central é o ato de apostar, não o montante, defendendo a censura da prática.
- O advogado Alexandre Miguel Mestre argumenta que a interdição deveria abranger qualquer jogo oficial da modalidade, independentemente de participação direta.
- A atleta confessou os factos; a decisão de 10 de abril pode ser alvo de recurso no Tribunal Arbitral do Desporto (TAD).
O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol multou Daniela Campos, jogadora do Maia Futsal, por realizar 10 apostas em jogos da I Liga e numa partida da seleção feminina. A sanção soma 714 euros, referente a apostas num total de cerca de 15 euros, efetuadas entre 7 e 9 de novembro de 2025 e 24 a 26 de janeiro de 2026.
A pénalização pode ser interpretada como uma punição ao ato de apostar, e não ao valor despendido, segundo o advogado Alexandre Miguel Mestre, especialista em Direito Desportivo. O jurista defende que a interdição deve abranger qualquer jogo oficial da modalidade, independentemente de participação no evento.
A jogadora, de 26 anos, confessou as acusações, alegando não ter obtido ganhos com as apostas. A decisão, de 10 de abril, indica que Daniela Campos sabia que não podia apostar como atleta inscrita na FPF, e será passível de recurso no Tribunal Arbitral do Desporto (TAD).
Enquadramento disciplinar e legal
Segundo o regulamento da FPF, o atleta não pode apostar em qualquer jogo oficial da modalidade, mesmo sem participação direta no evento. A lei penal, por sua vez, visa prevenir a manipulação de resultados e restringe apostas apenas às competições em que o agente desportivo tenha influência direta.
O advogado sugere harmonização legislativa, defendendo a extensão da proteção à verdade desportiva sem cercear a atividade económica das operadoras de jogo.
Reações e próximos passos
A Lusa tentou ouvir o Maia Futsal e a jogadora, sem sucesso. Apesar de ter sido confessada, a decisão pode ser contestada no TAD, mantendo em aberto o desfecho do caso. A atleta permanece sob o regime disciplinar da FPF enquanto decorre o recurso.
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