- O futebol português voltou a desiludir nos quartos de final da Liga dos Campeões, com o Sporting eliminado pelo Arsenal após empate 0-0 em Londres e derrota 0-1 em Alvalade.
- Foi a 10.ª eliminação consecutiva de uma equipa lusa nesta fase, mantendo o “teto” do desenho competitivo entre os clubes nacionais.
- Ao longo da era da Champions (desde 1992/93), as equipas portuguesas já caíram 13 vezes em 14 presenças nesta ronda, diante de adversários considerados grandes potências europeias.
- Os adversários que têm feito estragos aos clubes lusos incluem Bayern Munique, Manchester United, Liverpool, Chelsea, Barcelona, AC Milão, Inter Milão e, agora, Arsenal; o FC Porto foi a exceção histórica ao conquistar o título após eliminar Lyon em 2003/04.
- Nas últimas presenças nos quartos de final, Benfica (2021/22 e 2022/23) e FC Porto (2018/19 e 2020/21) também falharam o acesso às meias, mantendo o padrão de dificuldade para o futebol português nesta fase.
O futebol português voltou a falhar nos quartos de final da Liga dos Campeões, pela décima vez consecutiva. O Sporting não conseguiu passar ao enfrentar o Arsenal, após um empate 0-0 em Londres e uma derrota 0-1 em Alvalade. O percurso dos conjuntos lusos ficou, assim, comprometido nesta fase da competição.
A eliminatória juntou Rui Borges aos seus jogadores diante dos gunners, num embate que fechou a 10.ª quebra seguida de uma equipa portuguesa nesta fase. Os leões foram, pela primeira vez nesta era da Champions, eliminados na eliminatória de quartos.
O encontro de ida foi em Alvalade, com derrota por 0-1, e o da volta no Emirates terminou com empate sem golos. O registo de recortes com adversários de grande expressão continua a ser o principal obstáculo para o sucesso português.
Historicamente, as eliminações seguem um padrão: Bayern, Manchester United, Liverpool, Chelsea, Barcelona, AC Milan, Inter Milão já tiraram o sonho aos clubes nacionais. Apenas o FC Porto teve uma vitória memorável em 2003/04 frente ao Lyon, nos quartos.
A fase a eliminatória mostra a dificuldade de ultrapassar “gigantes” europeus. Em 1994/95 o Benfica caiu frente ao Milan; em 1996/97 o Porto foi eliminado pelo Manchester United; em 1999/00 frente ao Bayern. Não houve vaga nos quartos para equipas nacionais.
O atual desfecho acrescenta aos registos um novo capítulo de dificuldades. Com o Sporting, Benfica e FC Porto sem passagem aos quartos nas últimas edições, a permanência de uma vaga de finalista para Portugal continua a ser um objetivo não atingido.
Olhando para o futuro, o futebol luso procura traçar estratégias que elevem o nível competitivo. A avaliação passa por reforços, formação e gestão desportiva para enfrentar obstáculos de maior expressão internacional.
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