- A LPFP vai debater na sexta-feira, a partir das 15h00, a forma de comercialização centralizada dos direitos audiovisuais a partir de 2028/29.
- O tema central é a aprovação do procedimento para a comercialização dos direitos da Liga Betclic e da 2.ª Liga para o mercado doméstico, com regras de leilão e limitações de participação.
- Participam na decisão as 33 sociedades desportivas com equipas nas competições profissionais, que vão definir o objeto, vigência dos contratos e a distribuição dos pacotes.
- A centralização dos direitos televisivos, objetivo para duas épocas, depende da aprovação da Autoridade da Concorrência (AdC) até ao final da época desportiva de 2025/26.
- Após a AG, seguirá a apresentação formal da proposta à AdC e, mais tarde, o debate sobre a chave de distribuição que determina como será repartido o valor centralizado entre os clubes.
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) vai discutir, na próxima Assembleia Geral, a forma de comercialização centralizada dos direitos audiovisuais a partir de 2028/29. O encontro, marcado para sexta-feira, às 15h, ocorre em formato de reunião magna.
O objetivo é definir o procedimento de leilão para os direitos da Liga Betclic e da II Liga no mercado doméstico, com regras de participação, limitações e linhas vermelhas para a venda e exploração. A escolha depende ainda da aprovação da AdC até ao final de 2025/26.
Vão participar 33 sociedades desportivas com equipas nas competições profissionais, que vão aprovar o objeto, a vigência e as condições contratuais, bem como a distribuição dos pacotes dos direitos. O modelo pretende, dentro de duas épocas, consolidar a centralização das transmissões.
Este é um passo-chave para aumentar a receita dos clubes, ao mesmo tempo que se ajusta à legislação. O decreto-lei n.º 22-B/2021 fixa a centralização obrigatória a partir de 2028/29 e determina que a AdC aprove o processo até ao fim da época 2025/26.
André Mosqueira do Amaral, diretor executivo da LPFP, defende que o documento reflecte estratégias para maximizar o valor económico dos direitos, cumprindo medidas antitrust da AdC. O objetivo é alinhar o procedimento com as melhores práticas do mercado.
A LPFP e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) já apresentaram a proposta de modelo à AdC, com prazos até 30 de junho. O processo tem contado com transparência e colaboração entre as partes, segundo o dirigente.
Após a votação na AG, seguirá a apresentação formal à AdC. O objetivo é obter a aceitação do modelo, já que o documento resulta do contributo mútuo entre entidades e clubes, segundo Mosqueira do Amaral.
A centralização não se resume a um leilão: espera-se usar o produto como base para uma estratégia de oferta diferenciadora do futebol profissional português, com distribuição que será debatida entre os clubes ainda nesta época.
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