- Fabrizio Miccoli concedeu uma entrevista à Gazzetta dello Sport, onde recorda a passagem pela Juventus e o período de seis meses de prisão por extorsão com auxílio da máfia.
- Durante a prisão, manteve a paixão pela bola, jogando apenas entre os postes e, nas poucas vezes em que atuava como avançado, jogava com o travão de mão puxado.
- Explicou que, ao ser alvo de piada sobre preferir a baliza, entendeu a mensagem e continuou a jogar apenas uma hora por semana, de forma descontraída.
- Recordou onde soube da morte de Diego Maradona, ficou meses parado e guarda num cofre o brinco apreendido pela Polícia Fiscal, adquirido em leilão por 25 mil euros.
- Comentou ainda a tatuagem do Che Guevara e a ligação à figura, além de mencionar o interesse pela política e o papel do tio Tonino nas referências ideológicas.
Fabrizio Miccoli concedeu este sábado uma entrevista à Gazzetta dello Sport, na qual revisita a sua carreira, incluindo a passagem pela Juventus, o sucesso em outros clubes e os meses de prisão relacionados com um caso de extorsão envolvendo máfia. A conversa é marcada por um tom informativo e pela contação de experiências pessoais.
Durante o período de prisão, que durou seis meses, Miccoli diz ter mantido a paixão pela bola, mas com uma particularidade: jogava sempre entre os postes. A justificação, segundo o entrevistado, era evitar protagonismos desnecessários e preservar um momento de normalidade apenas para o treino semanal, descrito como descontracado.
O jogador recorda também o impacto da notícia da morte de Diego Maradona, descrevendo o momento de choque ao ouvir a informação no carro, algo que o deixou sem reacção durante cerca de dez minutos. A entrevista aborda ainda detalhes sobre um leilão, onde Miccoli adquiriu com a ajuda da esposa de um antigo banqueiro um brinco apreendido pela Polícia Fiscal no aeroporto de Roma, por 25 mil euros, pretendendo devolvê-lo ao objeto original.
A relação de Miccoli com símbolos e figuras históricas é descrita como complexa. A tatuagem do Che Guevara é explicada pela identificação com a figura, lembrando que o próprio tio Tonino era uma referência de esquerda que falava frequentemente sobre o tema. O depoimento revela ainda que a política não ocupa um espaço relevante na sua vida, mas que conhece bem quem era o Che Guevara.
Trajetória, clube e gestão de crise
A entrevista também aborda a trajetória no futebol, incluindo momentos de sucesso e as dificuldades enfrentadas em períodos de crise. Miccoli procura apresentar uma visão sobrieda do percurso profissional, destacando a importância do foco no jogo durante as “baladas” de estádio a estádio.
A prática desportiva em casas temporárias de prisão surge como eixo central para compreender a resiliência do atleta. O relato pretende mostrar como o futebol pode servir de escape e de lente para compreender fases conturbadas da carreira.
No conjunto, a conversa compõe um retrato multifacetado de Miccoli, que articula passado, identidade e ligações pessoais com figuras históricas, sem abandonar a narrativa factual sobre impactos e escolhas profissionais.
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