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Público motivou 62% das sanções disciplinares no futebol profissional 2024/2025

Infrações do público representam sessenta e dois por cento das sanções disciplinares aos clubes da I e II Liga em 2024/25, num total de 1,8 ME

Adeptos em destaque nos castigos dos clubes
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  • As infrações do público representaram 62% das sanções disciplinares, num total de 1,8 milhões de euros aplicados aos clubes da I e II Ligas em 2024/25.
  • As principais transgressões dizem respeito ao uso de artefactos pirotécnicos, ao arremesso de objetos e a conduta incorreta nos recintos.
  • Os agentes desportivos responderam por 26% do comportamento indevido, destacando-se atrasos no início/reinício dos jogos e expulsões de treinadores.
  • Os custos de segurança, vigilância e policiamento somaram valores relevantes, com a I Liga a receber maior despesa e uma ocupação média de cerca de 54,2% nos estádios.
  • Em termos de audiência, a I Liga foi vista por 3,8 milhões de adeptos em 306 jogos, com a televisão a liderar a exposição mediática e o digital a crescer.

O público respondeu por 62% das sanções disciplinares aplicadas aos clubes da I e II Liga em 2024/25, num total de 1,8 milhões de euros. O levantamento é do anuário divulgado pela LPFP.

Entre as infrações mais onerosas destacam-se as causadas por adeptos: 560.965 euros em artefactos pirotécnicos, 96.084 euros por arremesso de objetos, 92.514 por conduta inadequada e 92.438 por outras infrações. No agregado, 34 sociedades desportivas contribuíram para estas sanções.

Logo após, os agentes desportivos inscritos nas fichas de jogo concentraram 26% das violações, com destaques para o atraso no arranque dos jogos (202.749 euros), expulsões de treinadores (97.834) e ataques à honra, reputação e denúncias caluniosas (51.547).

Dados financeiros e audiência

As sociedades desportivas representaram 12% dos incumprimentos regulamentares, incluindo inobservância de deveres (107.231 euros) e a inobservância qualificada de deveres (60.854). No anterior exercício, as despesas de segurança ascenderam a 14,9 milhões de euros na I Liga e 2,5 milhões na II Liga.

Os estádios receberam 3,8 milhões de adeptos em 306 jornadas da I Liga, vitória do Sporting num campeonato em que a média de assistência ficou em 12.294 por jogo, com ocupação de 54,2%. Na II Liga, o Tondela sagrou-se campeão, com média de 1.600 espectadores por jogo e ocupação de 26%.

A cobertura mediática da I Liga, Taça da Liga e jogos em aberto atingiu 34,1 milhões de visualizações. O pico de audiência ocorreu em fevereiro de 2025 (106.756), com mínimo em outubro de 2024 (82.208).

Transições e exposição mediática

No retorno mediático da prova, a televisão manteve liderança com 54,7% da exposição total, mas os meios digitais cresceram 62%. A soma entre II Liga e Taça da Liga rendeu 4,4 milhões de espetadores e 3.099 milhões de euros de exposição, com aumentos de 19% em ambos os indicadores.

As transações com passes registaram 599 milhões de euros de receitas para a I Liga, mais 45,7% face a 2023/24, e 277 milhões de euros em gastos. No mesmo período, 34 milhões de euros moveram-se em transferências primodivisionárias, num total de 602 negócios.

Geovane Quenda, Rodrigo Mora e Francisco Chissumba destacaram-se pela utilização em primeiro plantel, com promoção de 29 atletas vindos das equipas B. O universo de jogadores que subiram aos plantéis principais ou partiram para o estrangeiro atingiu números relevantes, mantendo o Brasil como destino principal.

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