- O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) pediu políticas públicas à medida da importância socioeconómica do futebol profissional.
- Dados do anuário 2024/25 apontam 6.163 empregos, 956 ME de contributo para o PIB e 288 ME pagos em impostos, com 2.015 ME em ativos e 1.133 ME em receitas.
- A exposição mediática atinge 3.099 ME, com todos os jogos transmitidos, destacando as três competições: I Liga, II Liga e Taça da Liga.
- O PIB do futebol cresceu 44% (0,32% da riqueza nacional) no último ano, enquanto os impostos subiram 7,5% para 288 ME.
- Reinaldo Teixeira destacou uma reorganização estrutural desde abril de 2025, com centralização dos direitos audiovisuais prevista para 2028/29 e foco em gestão responsável e fair play.
O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) afirmou que o futebol profissional merece políticas públicas à altura da sua importância socioeconómica. O apelo foi apresentado na análise anual referente à época 2024/25, apresentada pela LPFP.
Em números, o setor contabiliza 6.163 empregos diretos, 956 milhões de euros de contribuição para o PIB e 288 milhões de euros em impostos. O futebol profissional representa 2.015 milhões em ativos e 1.133 milhões em receitas. A exposição mediática soma 3.099 milhões de euros, refletindo a dimensão nacional e internacional das competições I Liga, II Liga e Taça da Liga.
O relatório destaca que o PIB do futebol cresceu 44% face ao ano anterior, representando 0,32% da riqueza nacional. Os impostos aumentaram 7,5%, passando de 268 milhões para 288 milhões. Reinaldo Teixeira sucedeu a Pedro Proença na liderança da LPFP, em abril de 2025, e revelou uma reorganização estrutural para valorizar o produto, melhorar a eficiência e fortalecer a gestão responsável.
Progresso e perspetivas
Teixeira sublinhou avanços na bilhética, acessibilidade e zonas de convívio, que aproximam famílias e comunidades. A estratégia digital e de conteúdos amplia o alcance, diversifica formatos e cria novas oportunidades comerciais. O processo de centralização dos direitos audiovisuais, anunciado pelo Governo em 2021, deve ficar operativo na temporada 2028/29.
O presidente destacou a necessidade de um modelo de partilha de receitas equitativo, com salvaguardas contra a pirataria para assegurar sustentabilidade a médio e longo prazo. O foco está numa gestão desportiva, social e infraestrutural que acompanhe as melhores práticas de mercados internacionais.
Na avaliação global de 2024/25, o futebol profissional, que engloba dois escalões e a Taça da Liga, apresenta 2.015 milhões em ativos e 1.133 milhões em receitas, contra 1.937 milhões de passivo e 1.122 milhões de gastos. Teixeira afirma que os números atestam um setor preparado para enfrentar desafios futuros.
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