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Jogadores congoleses retidos em África para celebrar

Jogadores congoleses retidos pela Federação, contrariamente às regras da FIFA, atrasam o regresso aos clubes e criam precedente jurídico potencialmente sancionável

Mbemba retido em África impede o jogador de defender o Lille
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  • A seleção da República Democrática do Congo qualificou-se para o Mundial’2026 ao afastar a Jamaica, mas o momento de festa está a transformar-se num problema jurídico.
  • Alguns jogadores continuam retidos no Congo para uma cerimónia de homenagem à equipa, apesar de terem compromissos com os seus clubes.
  • Segundo as regras da FIFA, os futebolistas deviam ter regressado aos clubes na quinta-feira, 48 horas após o jogo, o que não aconteceu para alguns atletas.
  • O Lille pretendia contar com Chancel Mbemba para o jogo de sábado contra o Lens, mas não houve retorno. No Lens, Mukau regressou a tempo, Masuaku permanece no Congo.
  • A Federação Congolesa já viu o caso levado à Comissão de Disciplina da FIFA, que pode considerar um precedente perigoso para clubes que pagam salários aos jogadores.

A seleção da República Democrática do Congo assegurou a qualificação para o Mundial 2026 ao afastar a Jamaica. Contudo, alguns jogadores ficaram retidos no país para uma cerimónia de homenagem à equipa, em vez de regressarem aos respetivos clubes. O atraso compromete a preparação para os jogos seguintes.

Conforme o regulamento da FIFA, os jogadores deveriam ter regressado aos clubes na quinta-feira, após o encontro decisivo. Em Lille, o regresso de Chancel Mbemba não ocorreu, o que gerou críticas internas. No Lens, Mukau regressou a tempo, enquanto Masuaku permanece no Congo.

A situação já está na Comissão de Disciplina da FIFA, que deve avaliar o precedente para clubes que pagam salários aos atletas. O presidente do Lille, Olivier Létang, afirmou que a federação congolesa agiu de forma unilateral, gerando preocupação entre clubes europeus.

Reação e consequências

A Comissão de Disciplina tem em vista possíveis sanções ou avisos formais. A decisão poderá influenciar futuras negociações entre federações, clubes e jogadores em situações similares. Clubes negam violar acordos contratuais, apontando para o interesse institucional do futebol.

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