- Frederico Varandas, após a audiência com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, disse que o Sporting não tem quezília com o FC Porto, mas criticou o “modus operandi” de um clube nos últimos cinco meses.
- Afirmou que, desde novembro, ocorreram vários episódios que mancham a imagem do desporto, como casos envolvendo o árbitro Fábio Veríssimo, o desaparecimento de bolas, o roubo de toalhas e a colocação de colunas no Dragão.
- Garantiu que o problema não é com os grandes, porém acusa um clube de manter uma atitude desportiva “miserável” e afirmou que houve silêncio total de federação e liga sobre os acontecimentos.
- Disse ter entregado uma folha de perguntas ao presidente do FC Porto e pediu à Ministra para ajudar a falar com os presidentes de federações, com o objetivo de esclarecer os factos.
- Comentou sobre o VAR, mostrou-se confiante de que funciona, negou querer falar de transferências de momento e não confirmou novidades sobre o assunto Gyökeres 2.0.
Frederico Varandas esteve reunido com a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto e falou aos jornalistas na sequência da audiência. O presidente do Sporting afirmou que não há inimizade com o FC Porto ou outros clubes, mas criticou o modo de agir de um emblema. A reunião teve como objetivo abordar o panorama desportivo.
O dirigente referiu vários episódios desde novembro que, na sua leitura, mancham o desporto e o seu registo ético. Entre os casos mencionados, destacou situações no futebol, no andebol, roubo de toalhas, furtos de objetos no balneário e intervenções em estádios que geraram polémica. Deste modo, apontou uma atitude que considera desportiva inadequada.
Varandas afirmou que o Sporting não pretende confrontos com grandes clubes, mas insistiu num comportamento compatível com a ética das competições. Refere que a direção do clube tem o objetivo de batalhar por valores e pela integridade, sem apoiar práticas que prejudiquem a integridade de jogos e eventos.
O líder leonino indicou que, apesar de desejar boa relação com entidades ligadas ao desporto, tem de reagir quando surgem situações graves. Afirmou que, se ninguém denuncia, cabe ao presidente do Sporting fazê-lo, destacando a importância de falar com as estruturas nacionais para resolver os problemas.
No tom das declarações, o presidente elencou casos concretos envolvendo personalidades do futebol e do andebol, pedindo esclarecimentos sobre procedimentos anteriores. Questionou a atuação de dirigentes de clubes e da comunicação social na caracterização dos episódios e das responsabilidades.
Varandas refletiu também sobre a atuação de árbitros e comissários, sugerindo que houve lapsos de conduta. Disse ter ficado surpreendido com declarações públicas que, segundo ele, não correspondem aos factos apresentados. Apontou a necessidade de apurar responsabilidades com neutralidade.
O líder do Sporting mencionou ainda a relação entre performance desportiva e ética, citando o treinador Farioli como exemplo de discurso sobre valores. Disse concordar com a ideia de que ações contam mais do que palavras na avaliação ética de uma equipa.
Ao falar sobre o uso de tecnologias como o VAR, Varandas disse reconhecer o seu contributo quando funciona, desde que esteja ativo nos locais adequados. Acrescentou que a cooperação entre clubes e autoridades é essencial para a melhoria do futebol.
Por fim, Questionou sobre o futuro de contratações, recusando-se a comentar rumores ou operações específicas para o verão. Reafirmou o compromisso em defender os valores do Sporting e a educação cívica dos adeptos, sem abrir espaço a controvérsias desportivas.
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