- A Confederação Africana de Futebol (CAF) puniu o Senegal com derrota administrativa de 3-0 após o protesto relacionado à final da CAN 2025, disputada em Rabat.
- A CAN 2025 foi atribuída ao Marrocos, tornando-os campeões pela segunda vez na história, após a vitória no prolongamento sobre o Senegal.
- O treinador Luís Norton de Matos classificou a decisão como “rara e inacreditável” e criticou a atuação da CAF, apontando farsa e corrupção.
- O Senegal prepara recurso junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), esperando uma grande pressão política no desfecho do processo.
- A conduta de parte da comitiva senegalesa foi alvo de críticas de figuras internacionais, incluindo o presidente da FIFA, Gianni Infantino.
O Senegal viu retirado o título da Taça das Nações Africanas (CAN) de 2025 pela CAF, numa decisão anunciada a 17 de março. O órgão manteve a punição após um protesto de Marrocos relativo a incidentes na final, disputada a 18 de janeiro, em Rabat. O veredito aconteceu após análise administrativa do caso.
A CAN terminou com o triunfo de Marrocos por 1-0 no prolongamento. Horas depois, o Senegal recebeu a derrota por 3-0, resultado que levou à anulação do título do país. A decisão envolveu elementos do regulamento da CAN, incluindo eventuais sanções por ações de jogadores e membros da comitiva.
A polémica associada ao processo veio à tona com relatos de interrupções, termos de jogo e atuação da arbitragem. Observadores destacaram a influência de elementos externos na reação da equipa senegalesa, bem como a pressão de órgãos políticos sobre o desfecho desportivo.
Repercussões
O treinador português Luís Norton de Matos criticou a decisão, descrevendo-a como rara e ética duvidosa, e afirmou que o futebol africano fica afetado. O método de decisão e a atribuição do título foram contestados pela Federação Senegalesa de Futebol (FSF).
O presidente da CAF, Patrice Motsepe, garantiu que o organismo respeitará qualquer decisão do TAS sobre o recurso apresentado pela FSF. Abdoulaye Fall, presidente da FSF, classificou a decisão como um roubo administrativo.
A CAN teve forte cobertura internacional, com críticas ao equilíbrio entre justiça desportiva e pressão externa. Diversos intervenientes alertaram para impactos institucionais no Senegal e para a reputação do campeonato.
Perspetivas e próximos passos
O TAS está anunciado como o próximo órgão a avaliar o recurso da FSF, com expectativa de decisão futura. No país, permanece a tensão entre entusiasmo desportivo e controvérsia institucional associada ao caso.
Entre os intervenientes destacam-se também a perda de protagonismo político e o debate sobre a influência de atletas, técnicos e dirigentes na conclusão de decisões cruciais. A discórdia envolve ainda sustentação financeira e competitiva da CAN.
Kalidou Koulibaly foi visto a erguer a taça em ambiente de pré-temporada, numa situação que gerou controvérsia pública sobre a legitimidade do título. A CAN continua a ser analisada por observadores e fãs, que aguardam o desfecho no TAS.
Entre na conversa da comunidade