- Rui Borges participou no Fórum ANTF 2026, em Albufeira, num painel sobre treino de alto rendimento.
- O painel contou com Paulo Fonseca (via videoconferência) e Carlos Carvalhal, moderado por Tarantini.
- O treinador do Sporting destacou a importância do descanso mental e da recuperação, dizendo que o cansaço da mente pode ser maior que o físico.
- Criticou a prática em Portugal de despedir treinadores na hora, comparando com exemplos no estrangeiro onde há folgas antes dos jogos para recuperar os jogadores.
- Referiu casos como o Bodo/Glimt, sublinhando a necessidade de conhecer os jogadores, conversar com eles e adaptar folgas para que respondam bem no jogo, fortalecendo a componente mental.
Rui Borges, treinador do Sporting, participou num painel sobre treino de alto rendimento no Fórum ANTF 2026, em Albufeira. O debate, moderado por Tarantini, contou com Paulo Fonseca (via videoconferência) e Carlos Carvalhal. O objetivo foi analisar como manter a equipa fresca para a agenda da época.
Borges destacou a dificuldade de treinar com jogos a cada três dias e a pressão pela recuperação. Em Portugal, segundo o treinador, a gestão de plantel é mais abrupta, com resultados imediatos a condicionarem decisões dos presidentes.
O técnico transmontano explicou que a recuperação não é apenas física, mas também mental. Referiu a importância de folgas pre-jogo e de adaptar treinos ao estado emocional dos jogadores, especialmente quando há fatores pessoais recentes, como a paternidade.
Gestão mental na prática
Numa abordagem prática, Borges referiu que o diálogo com os jogadores ajuda a perceber o rendimento. Explicou que o descanso mental pode ser prioritário face a exercícios mais intensos, mantendo a imagem de treino.
No confronto com o Bodo/Glimt, o desgaste mental revelou-se tão relevante quanto o físico. Após uma vitória expressiva, comunicou-se com a equipa, entregou dois dias de folga e reforçou a concentração para o próximo jogo.
O treinador sublinhou o trabalho conjunto com a equipa técnica e o restante departamento para disponibilizar ferramentas de reabilitação física e mental. Enfatizou a importância de conversar com os futebolistas para compreender o seu estado.
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