- Lewis Hamilton afirmou que os pilotos “não têm voz nem voto” na Fórmula 1, reagindo ao acidente de Oliver Bearman no Grande Prémio do Japão.
- O piloto apoia a mensagem de Carlos Sainz, que já havia pedido para serem ouvidos pela FIA.
- Hamilton disse que não tem poder nem faz parte do comité e não tem direito a voto, mas quer tornar-se numa voz ativa no desporto.
- O campeão mundial de sete vezes já tinha criticado a FIA, apontando a complexidade dos sistemas de gestão de energia que lhe custaram tempo na qualificação no Japão.
- A FIA prometeu tomar medidas para Miami, após o acidente de Bearman, colocando em causa a segurança e eficácia das atuais decisões regulamentares.
Após o Grande Prémio do Japão, Oliver Bearman (Haas) esteve envolvido num acidente que suscitou críticas sobre os regulamentos do Mundial de Fórmula 1. A situação trouxe novamente à tona a perceção de insegurança em torno das mudanças em curso.
Lewis Hamilton, piloto mais antigo em atividade, criticou a Federação Internacional do Automóvel (FIA) por não disponibilizar voz nem voto aos pilotos nas decisões que afetam a competição, afirmando que estes não integram o comité decisor nem possuem poder de decisão.
O comentário de Hamilton surge numa sequência de descontentamento associado aos novos regulamentos do Mundial, que já tinham gerado controvérsia antes do Japão. O piloto da Ferrari reforçou a preocupação em ser uma voz ativa no desporto.
Carlos Sainz já tinha apontado críticas ao funcionamento da FIA, salientando a necessidade de os pilotos serem ouvidos. O desgate com o modelo atual de gestão energética também já tinha sido alvo de protestos por parte de outros pilotos.
A FIA informou que vai tomar medidas para o ciclo de regresso a Miami, após o acidente de Bearman, com o objetivo de reforçar a segurança e a eficácia das decisões regulamentares em vigor. O objetivo é clarificar procedimentos e impactos dos novos regulamentos.
Entre na conversa da comunidade