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Falhas na emergência e quarto intocado, relato de pais de jovem morto

Caso de paragem cardíaca de jovem de dezassete anos expõe falhas na resposta de emergência, impulsionando apelos à Football Association para novas formações e medidas preventivas

Adam Ankers morreu aos 17 anos
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  • Adam Ankers, 17 anos, morreu durante um jogo das camadas jovens do Wycombe Wanderers, em 2024; foi enterrado com a camisola do Arsenal.
  • O inquérito apontou falhas graves na resposta de emergência e na formação para lidar com paragem cardíaca súbita nos escalões de formação.
  • O atraso entre o desmaio e as manobras de reanimação ocorreu porque o telefonista não reconheceu sinais de paragem cardíaca e não passou instruções aos serviços de emergência.
  • A médica legista indicou que essa falha contribuiu para a morte e recomendou medidas de prevenção e formação para treinadores, árbitros e responsáveis da Football Association (FA).
  • O quarto de Adam permanece quase intacto; a braçadeira de capitão, com quatro palavras escritas por ele, continua entre os objetos.

Adam Ankers, de 17 anos, morreu durante um jogo das camadas jovens do Wycombe Wanderers, na terceira divisão inglesa, em 2024. O caso veio a público com o inquérito que apresentou falhas na resposta de socorro e na formação para paragem cardíaca em escalões de formação.

Os pais do jovem, médicos, afirmam que o desfecho poderia ter sido diferente com uma intervenção mais rápida e com o uso do desfibrilador. O episódio ocorreu perto do fim do encontro, após Adam ter reportado dores no peito e ter perdido os sentidos oito minutos depois, quando chegaram as primeiras manobras de reanimação.

Investigação aponta falhas na linha de apoio telefónico e na preparação dos intervenientes da equipa. O operador chamou a assistência sem reconhecer sinais de paragem cardíaca e não guiou a equipa para utilizar o desfibrilador. O árbitro não possuía formação obrigatória em primeiros socorros.

A médica legista encontrou contributos relevantes para o desfecho e alertou para a ausência de treino obrigatório de oficiais da FA que lidam com jogos de formação. A legista anunciou que o caso seria reportado à FA com recomendações de melhoria em prevenção e formação.

A Federação Inglesa disse estar sensibilizada pela tragédia e prometeu avaliar correções no protocolo. A família de Adam divulgou um comunicado pedindo que organizações em posição de influência aprendam com o inquérito para evitar novos casos.

O quarto de Adam continua igual desde a morte: a camisola do Arsenal, medalhas e fotografias mantêm-se tal como estavam. A braçadeira de capitão, usada no último jogo, permanece como lembrança enviada pela equipa ao hospital, com quatro palavras criadas pelo jovem: Força, Inspiração, Líder, Vontade.

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