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Projeto português lança plataforma para treinar velejadores de elite

Projeto português transforma GC32 numa plataforma de treino de elite, tornando mais acessível preparar velejadores para SailGP, ante custos e logística elevados

Os catamarãs de alta performance com hidrofoils são capazes de superar 100km/h
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  • Renato Conde, em Gafanha da Nazaré, está a transformar gc32 numa plataforma de treino acessível para o SailGP, a principal referência mundial da vela.
  • O objetivo é colmatar a falta de uma plataforma de treino específica, que torne o treino fora das provas mais viável e menos dispendioso.
  • Os barcos, hoje desvalorizados, passaram de cerca de 480 mil euros para valores entre 150 e 180 mil euros, com investimento total por embarcação de cerca de 200 mil euros.
  • As alterações incluem novos foils (tubos de hidrofoil), cockpit integrado e roda de leme, bem como mudanças estruturais e um plano velico distinto, aproximando-os dos veleiros de alta performance do SailGP.
  • Dois barcos já estão em fase avançada de modificação, com o irmão de Conde, Gilberto, a liderar o desenvolvimento técnico; há também interesse crescente de quem participa no SailGP.

Renato Conde está a desenvolver, na Gafanha da Nazaré, uma plataforma de treino baseada em GC32 para preparar velejadores de elite para o SailGP, a principal referência mundial na vela. O objetivo é tornar o treino mais acessível, reduzindo barreiras técnicas e logísticas.

A ideia surgiu face à crescente exigência de foiling e de automatização nos barcos de alta performance. Conde, com experiência em Ocean Race e America’s Cup, quer transformar catamarãs GC32 em plataforma de treino certificada, para equipas que não dispõem de meios para treinos frequentes fora de provas.

O projeto é inteiramente português e privado. Dois GC32 em estágio avançado de modificação ocupam o estaleiro em Gafanha da Nazaré, com apoio técnico do irmão de Conde, Gilberto, que lidera o desenho de foils e mecanismos. Não há financiamento externo anunciado.

Contexto e motivação

A maior dificuldade apontada pelo velejador é o calendário apertado do SailGP e a logística associada aos treinos fora das competições. A montagem, os pavilhões e as equipas técnicas elevam os custos e dificultam o treino contínuo.

Conde afirma que a performance depende das horas de prática, algo que o circuito atual não facilita, especialmente para equipas menos privilegiadas. A plataforma visa oferecer treino estruturado, com foco na navegabilidade de alta performance.

Características técnicas previstas

A transformação prevê criar um barco mais moderno, com maior semelhança aos veleiros do SailGP, incluindo novos foils, lemes, proas e um plano velico renovado. O cockpit integrado com roda de leme facilitará a condução e as manobras, aproximando o comportamento dos F50.

Prevê-se ainda a electrificação de sistemas para uma operação mais centralizada. O objetivo é treinar e certificar velejadores de forma mais acessível, preparando redes de formação sem depender exclusivamente dos eventos.

Situação atual e perspetivas

Atualmente, os dois GC32 já estão em fase avançada de modificação, sem apoios ou parcerias externas anunciadas. O processo envolve corte de carbono, montagem de componentes e testes de campo.

O projeto tem despertado curiosidade entre participantes do SailGP, que reconhecem a necessidade de plataformas de treino mais robustas. Os responsáveis esperam que a solução inspire outras equipas e contribua para o desenvolvimento técnico da modalidade.

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