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Direção do Boavista rejeita tentativa de deslegitimar o mandato

Direção do Boavista rejeita deslegitimação do mandato e mantém gestão, face à crise financeira e ao processo de insolvência

O Boavista está sem competir em 2025/26 devido a problemas financeiros e administrativos
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  • A Direção do Boavista, liderada por Rui Garrido Pereira, rejeita qualquer deslegitimação do seu mandato e mantém-se em funções para assegurar a continuidade do clube.
  • A administração contesta que a SAD incumpriu o protocolo com o clube, acumulando dívidas acima de nove milhões de euros e faltas de transparência e cooperação institucional.
  • Foram contactados mais de 30 potenciais investidores e houve negociações com os principais credores, mas as soluções de recuperação não avançaram por fatores externos e pela liquidez do clube.
  • A insolvência do Boavista foi aprovada em setembro de 2025, com dívidas superiores a 150 ME, mantendo a gestão sob a administradora de insolvência e coadjuvação da direção.
  • O clube encerrou a participação nas competições da quarta divisão distrital e cancelou partidas em 2025/26, enfrentando limitações de receitas e de contratos com os parceiros.

A direção do Boavista, liderada por Rui Garrido Pereira, rejeita qualquer tentativa de deslegitimar o seu mandato. A confirmação ocorre um mês após a administradora de insolvência, Maria Clarisse Barros, deixar de coadjuvar a gestão do clube. O requerimento foi enviado ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia.

Segundo o documento, a direção mantém-se em funções e procura assegurar a continuidade do Boavista, apesar das dificuldades agravadas por entraves processuais. A administração alega ter herdado um cenário de elevada pressão financeira e jurídica em janeiro de 2025.

A equipa de gestão detalha contactos com mais de 30 potenciais investidores, negociações com credores e propostas de recuperação, que não avançaram devido fatores externos. O Boavista também acusa a SAD de incumprimento do protocolo e de falta de transparência.

A direção sustenta que não tem capacidade de intervir nas decisões da SAD, responsável por 10% do capital social, e que não dispôs de fontes próprias de financiamento. Alega ainda ausência de contraprestação pelas obrigações pactuadas.

O clube descreve o colapso económico da sociedade desportiva e refere que a recuperação ficou sem progressos, mesmo após uma proposta de redução transitória do protocolo, rejeitada pela SAD. O documento critica o processo de insolvência de setembro de 2025.

Na assembleia de credores, segundo a direção, foi veto pelos credores a apresentação de um plano de recuperação. A gestão aponta que, por isso, a insolvência avançou sem um caminho claro de viabilização da atividade.

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