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Futebolistas mudam versão em caso de exploração; MP abre processos-crime

Futebolistas alteram depoimentos em caso de exploração; MP aponta ex-diretor falecido e treinador como mentores de imigração ilegal; julgamento tenso

Jogadores mudaram versão em tribunal após testemunharem no SEF
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  • Os dois futebolistas, ouvidos no Tribunal São João Novo, alteraram depoimentos de 2022 e apontaram o ex-presidente do São Pedro da Cova, Orlando Rocha, como o verdadeiro responsável, retirando as acusações de Vítor Catão e Armando Santos.
  • A mudança de versão ocorreu durante a audiência desta segunda-feira, gerando impaciência entre os magistrados.
  • Os jogadores disseram que Catão não prometeu legalizar a situação profissional nem facilitar vistos, e que o clube oferecia, na sua perspetiva, boas condições de trabalho.
  • O Ministério Público sustenta que a rede de imigração ilegal enganou os jogadores, mantendo-os com salários baixos e sem vistos válidos, num esquema que alegadamente envolveu 11 jogadores brasileiros.
  • Vítor Catão é o principal arguido, acusado de onze crimes de auxílio à imigração ilegal e onze de angariação de mão-de-obra ilegal; o caso envolve ainda as acusações contra o clube e o antigo treinador.

Os futebolistas que alegaram ter sido explorados no São Pedro da Cova mudaram as suas versões junto do SEF, em 2026, e podem enfrentar processos-crime. O julgamento ocorreu no Tribunal de São João Novo, em Gondomar.

Os depoimentos de 2022 mostraram o alegado envolvimento de um antigo dirigente falecido como peça central do alegado esquema. Desta vez, os arguidos foram reconfigurados para apontar Orlando Rocha, ex-presidente, em vez de Vítor Catão e Armando Santos. A mudança gerou tensão entre os magistrados.

O caso envolve 11 jovens brasileiros que, segundo o MP, desenvolveram uma rede de auxílio à imigração irregular. Os dois arguidos principais — Vítor Catão, antigo director, e Armando Santos, treinador — negam as acusações, mantendo que o clube não participou no alegado esquema.

Deslocação e condições no clube

Os jogadores, Luan Oliveira e Odaílson Figueiredo, indicaram que Vítor Catão era quem poderia ter promovido a legalização, contrariando declarações anteriores. Alegam que Catão não prometeu regularizações e que as condições do clube eram adequadas, com água quente e eletrónica disponível.

Odaílson relatou disponibilidade de aquecedores e cobertores para enfrentar o inverno, descrevendo uma vida com beliches debaixo das bancadas. O depoimento procurou contrapor alegações de más condições para os atletas.

O MP sustenta que os responsáveis pela direção enganaram os jogadores durante meses, com promessas de regularização falsas. A defesa aponta que os arguidos atuaram apenas como dirigentes, sem interferência direta nas viagens ou nos vistos.

Situação atual e contexto

O principal arguido é Vítor Catão, antigo director do São Pedro da Cova, já relacionado com a Operação Pretoriano. O processo envolve 22 crimes de auxílio à imigração ilegal e angariação de mão-de-obra, segundo o Ministério Público. A defesa mantém que não houve violação de vistos ou salários irregulares.

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