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FPF pretende aumentar o número de praticantes e árbitros

FPF define meta até 2036: 400 mil praticantes, 13 mil árbitros e mulheres profissionais, rumo ao 1.º lugar no ranking FIFA e a título internacional

Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol
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  • A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) quer, até 2036, ter quatrocentos mil praticantes federados, incluindo sessenta mil no feminino.
  • Pretende triplicar o número de árbitros, para treze mil, e tornar-se um exemplo global no setor da arbitragem.
  • O objetivo inclui tornar Portugal uma referência internacional e alcançar, com a seleção A, o primeiro lugar do ranking FIFA e vencer uma competição internacional (Europeu ou Mundial).
  • Nos planos de formação, a FPF pretende aumentar o número de treinadores, melhorar o mapeamento de jovens e reforçar as condições dos sub‑21.
  • No futsal e no futebol feminino, a meta é aumentar praticantes e sustentabilidade dos clubes, com a ideia de ter mais equipas profissionais.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou esta quinta-feira os micro-planos correspondentes ao Plano Estratégico 2024-36, com foco no aumento do número de praticantes e de árbitros em Portugal. O objetivo é tornar o futebol nacional uma referência internacional até 2036. A apresentação ocorreu no Cidade do Futebol, em Oeiras.

Entre os desígnios, o organismo pretende chegar aos 400 mil praticantes federados e 60 mil atletas no âmbito feminino, mantendo a meta de profissionalizar todas as equipas de futebol feminino. A FPF também quer triplicar o número de árbitros, para 13 mil, visando fortalecer a arbitragem a curto e médio prazo.

O presidente da FPF, Pedro Proença, revelou a visão estratégica para a próxima década, enfatizando a necessidade de um esforço conjunto de todos os agentes. O objetivo declarado é fazer de Portugal uma verdadeira nação do futebol e projetar o país ao topo do ranking FIFA, bem como conquistar uma competição internacional com a seleção principal.

No que toca aos escalões de formação, o plano prevê o incremento do número de treinadores, melhor mapeamento de jovens talentos e avanços nas condições dos sub-21. No futsal e no futebol feminino, há foco no crescimento de praticantes, sustentabilidade dos clubes e criação de equipas profissionais, respetivamente.

Após a apresentação, o selecionador Roberto Martínez destacou a clareza do documento e o alinhamento com o Mundial de 2030. Para o técnico espanhol, o plano permite preparar Portugal de forma mais eficaz para o próximo ciclo mundial. Francisco Neto, responsável pela seleção feminina, e Jorge Braz, pela equipa de futsal, sublinharam a necessidade de todos os níveis estarem alinhados com a estratégia da FPF.

Plano de crescimento e impactos

A FPF afirma que o aumento de praticantes e de árbitros deverá contribuir para maior competitividade e estabilidade financeira do futebol nacional. O objetivo de ascender ao primeiro lugar FIFA e vencer uma competição internacional continua a ser apresentado como meta ambiciosa, a cumprir ao longo dos próximos dez anos.

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