- Pais acusam a Associação de Futebol do Porto de manter jogos de sub‑8 e sub‑9 sob temporal, numa jornada da Liga Carlos Alberto, com rajadas de vento e frio intenso.
- Denúncias apontam para falta de bom senso, infraestruturas inadequadas e risco de hipotermia em crianças entre seis e nove anos.
- A AF Porto afirma ter decidido não cancelar os encontros após contactos com a Proteção Civil, assegurando que não haveriam multas.
- Críticas destacam problemas logísticos em recintos como Freamunde, incluindo escassez de balneários e água quente, com alguns jogos só cancelados após pressão de pais e clubes.
- A organização admite a autonomia dos árbitros e que pode considerar cancelamentos preventivos no futuro, mantendo o formato de encontros concentrados.
A última jornada da Liga Carlos Alberto foi marcada por críticas de pais que acusam a Associação de Futebol do Porto (AF Porto) de arriscar a integridade física de crianças entre os 6 e 9 anos ao manter jogos sob condições climatéricas adversas. O happened: chuva persistente e rajadas de vento forte acompanharam os encontros, realizados no Norte de Portugal.
Segundo os relatos, a decisão de não cancelar os jogos foi tomada pela AF Porto após contactos com a Proteção Civil, que, no entanto, não levou a aplicação de sanções por ausências. A organização sustenta que atuou com base em avaliações de autoridade credenciada.
Pais de jogadores do SC Castêlo da Maia, incluindo uma mãe de um atleta sub-8, criticaram a exposição a ventos de 50 km/h e a peso de crianças com menos de 30 quilos. A preocupação central aponta para potenciais situações de hipotermia e para o risco de balizas mal presas no campo.
Encontros concentrados e impactos no bem-estar
A nova organização de encontros, já usada pela UEFA e pela FPF, reúne várias partidas rápidas num único local, com 20 minutos por jogo. Testemunhos apontam que, nalguns casos, o segundo jogo foi cancelado apenas após pressão de clubes e pais, gerando dúvidas sobre critérios uniformes.
Outra queixa envolve o estado de logística em recintos como Freamunde, com relatos de falta de balneários adequados e água quente. A AF Porto afirma ter enfrentado problemas pontuais, assegurando que a ocupação atendia o regulamento vigente.
A associação reiterou que não prevê multas a clubes que optem por retirar atletas do campo por razões de segurança, destacando o objetivo de promover a prática desportiva sem penalizar instituições. Ainda assim, não descarta a adoção de um modelo preventivo semelhante ao walking football em previsões de mau tempo.
Como são passadas as informações e respostas oficiais
A AF Porto confirmou que a decisão foi tomada após consulta com a Proteção Civil, mantendo que o pior cenário, entre Coimbra e norte, foi considerado. A entidade destacou que não houve orientação para multar ausências, reforçando a busca por bom senso entre participantes.
Os relatos coletados indicam preocupações com a segurança física das crianças, com casos de choques térmicos e desconforto durante interrupções de jogo para reuso de equipas. Apesar de críticas, a narrativa oficial aponta para uma prática desportiva integrada em condições complexas.
Entre na conversa da comunidade