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Reorganização do futebol profissional avança com mudanças

Centralização dos direitos televisivos entra em vigor em 2028/29, com receitas entre €200 e €250 milhões por época (média €225 milhões) e modelo de competição em duas fases

Aumento do número de clássicos e dérbis permitiria audiências televisivas de outra escala. Foto Miguel Lemos/KAPTA+
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  • O Governo aprovou a centralização dos direitos televisivos das ligas profissionais de Portugal, com a criação da Liga Portugal Centralização a partir de 2028/29.
  • A estimativa de receitas conjuntas é de entre € 200 e € 250 milhões por época, com média de cerca de € 225 milhões, abaixo dos € 300–€ 350 milhões iniciais.
  • O modelo prevê atribuição de receitas por critérios, incluindo equidade, dimensão desportiva, impacto social, audiência audiovisual e modernização de infraestruturas.
  • O formato proposto para as I e II Ligas prevê duas fases de competição, com uma volta de clubes em conjunto e uma segunda volta dividida em dois lotes; o título e o acesso às competições europeias ficarão com os primeiros nove clubes.
  • A centralização visa aumentar o poder negocial, reduzir assimetrias entre clubes e contribuir para a sustentabilidade financeira e desportiva do futebol profissional em Portugal.

A centralização dos direitos televisivos e multimédia das competições profissionais de futebol em Portugal foi sancionada pelo Governo, por decreto-lei. A Liga Portugal Centralização ficará responsável pela gestão a partir de 2028/29, para as I e II Ligas. O objetivo é valorizar os direitos, aumentar o poder negocial e promover sustentabilidade financeira.

A estrutura criada visa distribuir de forma mais equitável as receitas entre clubes e valorizar o impacto mediático dos jogos. O processo envolve a sociedade que gere a centralização, com a gestão integrada dos direitos. A medida prepara o futebol profissional para o futuro.

Receita prevista e evolução

Uma reavaliação recente aponta receitas de 200 a 250 milhões de euros por época, com média de 225 milhões. Este valor fica abaixo dos 300 a 350 milhões inicialmente previstos, exigindo ajuste das expetativas dos clubes.

A estimativa está associada a um modelo de repartição por critérios e a um formato de competição em duas fases para I e II Ligas. A expectativa é criar maior estabilidade financeira para as estruturas desportivas.

Critérios de distribuição e governança

Na última Cimeira de Presidentes, foram apresentados pilares para a futura distribuição: igualdade de base, mérito desportivo, dimensão social, audiência audiovisual e modernização de infraestruturas. Todos os critérios apontam para uma distribuição mais equilibrada.

O objetivo é premiar a performance desportiva, estimular a participação social e reflectir a exposição mediática dos clubes. A modernização de estádios e a melhoria da experiência do adepto integram igualmente o modelo.

Novo formato competitivo

Propõe-se dividir as ligas em duas fases: uma ronda inicial entre todos os clubes, seguida de uma segunda volta. Os 9 primeiros disputam o título e o acesso à UEFA; os 9 restantes lutam pela manutenção.

A medida pretende aumentar o interesse e a competitividade, com mais jogos relevantes, incluindo clássicos e dérbis. O objetivo é elevar audiências televisivas e o valor comercial da Liga Portuguesa.

Protagonistas e implementação

Os principais intervenientes são as sociedades desportivas das I e II Ligas e a Liga Portugal, que supervisiona o processo. A transição envolve planeamento plurianual para permitir investimentos em infraestruturas, formação e gestão profissional.

O processo centralizado não exclui revisões, sendo esperado um reequilíbrio entre clubes de maior e menor dimensão. A implementação em 2028/29 marca o caminho para uma gestão unificada dos direitos.

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