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Tavares antevê retorno incerto para Benfica District; obra não sai por 400 M€

Fernando Tavares vê o Benfica District como risco económico, com custo acima de 400 milhões, defendendo modernizar o estádio ou uma Cidade Desportiva integrada

Rui Costa garante que projeto do Benfica District é para avançar
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  • Fernando Tavares, antigo vice‑presidente do Benfica, afirma no LinkedIn que o District é economicamente inseguro, com custo estimado acima de 400 milhões de euros.
  • Defende a modernização profunda do estádio ou a construção de um novo estádio integrado numa Cidade Desportiva, devido à escassez de terrenos no eixo da Segunda Circular.
  • Diz que o District não apresenta racionalidade estratégica nem relação custo‑benefício face ao projeto de 2019, que foi considerado inviável.
  • O estádio é hoje o principal ativo de receitas do Benfica, com foco na hospitalidade premium e no aumento de capacidade; a modernização é apontada como o caminho de maior retorno financeiro.
  • Frisa que a tendência europeia privilegia estádios modernos como plataformas de receita 365 dias e que distritos comerciais paralelos devem ser evitados; apenas modernizar o estádio, ou um novo, integrado na Cidade Desportiva, faz sentido para o Benfica.

O Benfica enfrenta críticas ao projeto Benfica District, com o ex-vice-presidente Fernando Tavares a questionar a viabilidade económica e a racionalidade estratégica do empreendimento. A publicação partilhada no LinkedIn indica que o custo excederá 400 milhões de euros e que a ideia pode não trazer retorno previsível.

Tavares aponta que o District não reconhece a coerência urbanística, operacional e o enquadramento com projetos anteriores de 2019. Defende, em vez disso, a modernização profunda do estádio ou a construção de um estádio integrado numa Cidade Desportiva, devido à escassez de terrenos no eixo da Segunda Circular.

Contexto financeiro e estratégico

Segundo o comentador, o Benfica depende da modernização das infraestruturas para responder às tendências do entretenimento e ao comportamento de consumo. O estádio é descrito como o principal ativo gerador de receitas, com hospitalidade premium a representar parte relevante da faturação.

A argumentação sustenta que o estádio, já utilizado para eventos, oferece maior retorno financeiro quando modernizado e com capacidade ampliada, sem recorrer a distritos paralelos. A relação entre custos e benefícios é apresentada como desfavorável ao District.

Caminhos propostos

A análise recomenda manter o foco no estádio, com melhorias que ampliem a experiência do público e o aproveitamento comercial ao longo do ano. Em alternativa, sugere a construção de um novo estádio integrado numa Cidade Desportiva, desde que comprovada a viabilidade económica para o clube.

O autor expressa cautela quanto a operações que incluam projetos paralelos de escritórios, hotéis ou galerias, que, diz, não correspondem ao modelo de negócios atual do Benfica. O apelo é para agir com rapidez, dada a raridade de terrenos disponíveis no eixo da Segunda Circular.

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