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Valor de mercado dos jogadores nem sempre aumenta nas fases finais do Mundial

Apesar de o Mundial não garantir aumento financeiro, alguns internacionais poderão mudar de clube no verão, com impactos ainda incertos no mercado

Abertura do Mundial 2026
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  • O presidente da ANAF, Artur Fernandes, diz que o valor de mercado dos jogadores nem sempre inflaciona nas fases finais de grandes competições, antecipando mudanças de clube no verão.
  • Ainda que alguns jogadores possam sair com boa imagem, não se espera um novo recorde de investimento como o de Neymar em 2017/18; o mercado deve ter incremento, mas de forma gradual.
  • O recorde deste defeso pertence a Elliot Anderson, contratado pelo Manchester City ao Nottingham Forest por 135 milhões de euros.
  • Gonçalo Ramos trocou o Paris Saint‑Germain pelo AC Milan sem sair de Portugal; Bernardo Silva também mudou do Manchester City para o Real Madrid.
  • Existem possibilidades de movimentos para Diogo Costa, Tomás Araújo, Francisco Conceição e Rafael Leão, com o Mundial a influenciar, mas sem garantias de transações extraordinárias.

O valor de mercado dos jogadores nem sempre inflaciona nas fases finais de grandes competições, admite Artur Fernandes, presidente da ANAF. O dirigente antecipa mudanças de clube de atletas internacionais portugueses no verão, mesmo com a reta final do Mundial 2026 ainda a decorrer.

Estas provas podem aumentar ou diminuir o valor de transferência. Em alguns casos, atletas saem com imagem positiva; em outros, como os recentes casos da Holanda e da Alemanha, a avaliação não sobe. Fernandes aponta que não há garantia de valorização constante.

Para já, aponta que meia dúzia de jogadores pode sobressair mais do que o esperado no Mundial 2026, desencadeando movimentações “fora da norma e inesperadas”. Contudo, não se espera um novo recorde de investimento individual nos próximos tempos.

O dirigente lembra que o recorde de transação continua a pertencer a Neymar, que saiu do Barcelona para o Paris Saint‑Germain por 222 milhões de euros em 2017/18. Ainda assim, prevê incremento global do mercado a cada ano, parte da dinâmica do negócio, sem grandes surpresas.

Questionada pela agência Lusa, a França, campeã de 1998 e 2018, mas finalista em 2022, é mencionada como potencial impulsionadora de negociações expressivas nesta janela, que abriu na quarta-feira e vai até ao início de setembro nos principais campeonatos europeus.

O recorde deste defeso pertence a Elliot Anderson, contratado pelo Manchester City ao Nottingham Forest por 135 milhões de euros. O jogador inglês completou exames médicos nos EUA e formalizará a transferência quando regressar ao Reino Unido, numa janela marcada por várias mudanças durante o Mundial.

Artur Fernandes indica que horários diferentes e distâncias não impedem negócios significativos, mesmo que algumas decisões possam atrasar-se para observar melhor o desempenho de determinados atletas durante o torneio.

O presidente da ANAF, que também é diretor da CAA Stellar, comenta ainda a possível evolução de Gonçalo Ramos. O avançado de Portugal transferiu-se do Paris Saint‑Germain para o AC Milan, mantendo a posição no clube de destino sem abandonar a equipa atual, segundo a análise feita.

Diogo Costa, do FC Porto, é citado entre os guarda-redes potenciais para subir de patamar, enquanto Tomás Araújo, do Benfica, é apontado como defesa central com perspetivas de evoluir. Francisco Conceição (Juventus) e Rafael Leão (AC Milan) podem também receber abordagens, dada a incerteza nos respetivos emblemas.

No que respeita ao Cabo Verde, o presidente da ANAF afasta a ideia de transferências mediáticas, mesmo com o desempenho acima das expectativas até aos 16 avos de final, frente à Argentina, que venceu por 3-2 no prolongamento.

Fernandes conclui que quem já mostrava potencial há anos tende a não realizar transferências inacreditáveis neste período. Destaca que o sucesso coletivo e o espírito de equipa podem, por vezes, esconder valorização individual.

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