O Departamento de Segurança Interna dos EUA anunciou que vai permitir à seleção iraniana de futebol viajar para território norte-americano dois dias antes do seu próximo jogo no Mundial 2026. A medida visa facilitar a deslocação da equipa para o duelo em Seattle, onde disputa a terceira jornada do Grupo G.
Apesar do alívio na entrada, a comitiva continua obrigada a abandonar os EUA após o jogo de sexta-feira frente ao Egito, conforme confirmou um porta-voz do DHS. O encontro ocorre no território norte-americano, num momento de manter o calendário do grupo.
A Federação Iraniana de Futebol informou que a comitiva vai deixar o centro de treinos em Tijuana, no México, na quarta-feira, para seguir para Seattle. O desagrado do Irão com as restrições de deslocação para solo norte-americano tinha já sido tornado público.
Para os dois primeiros encontros, realizados em Los Angeles, a seleção iraniana só pôde entrar nos EUA no dia anterior aos jogos. Na sexta-feira anterior, a federação apresentou uma queixa à FIFA sobre as limitações impostas às deslocações da equipa.
A crise logístico-diplomática levou a que o Irão estruturasse o seu centro de operações em Tijuana, junto à fronteira com os EUA. 15 membros da comitiva, entre técnicos e funcionários, não receberam autorização de entrada.
Antes do arranque do Mundial, o Irão denunciou à FIFA a revogação de bilhetes de entrada, alegando que os EUA pretendiam impedir a presença de adeptos iranianos nos estádios durante o torneio que decorre nos EUA, no Canadá e no México.
Esta é a sétima participação do Irão numa fase final de uma Copa do Mundo, a quarta consecutiva, e até ao momento não conseguiu ultrapassar a fase de grupos. A seleção chega à última jornada do Grupo G ainda com aspirações de apuramento para a fase a eliminar, e defronta o Egito no sábado.
No grupo, o Egito lidera com quatro pontos, seguido pelo Irão e pela Bélgica com dois cada. A Nova Zelândia está na última posição, com um ponto.
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