- O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, disse que a expansão do Mundial para 48 seleções não é benéfica para o futebol, considerando alguns jogos como desinteressantes.
- Federações africanas, asiáticas e do Caribe reagiram, afirmando estar profundamente decepcionadas e defendendo que não existem jogos insignificantes no Mundial.
- O pedido de resposta foi feito num comunicado conjunto emitido pelas federações de Cabo Verde, Congo, Curaçao, Haiti, Senegal e Uzbequistão, com apoio de África do Sul, Argélia, Costa do Marfim, Egipto, Gana, Marrocos e Tunísia.
- As federações destacam que participar no Mundial é uma conquista histórica e que cada qualificação resulta de anos de trabalho, investimento e esforço de jogadores, treinadores e comunidades.
- Cabo Verde estreou-se no Mundial de 2026, na edição histórica de 48 equipas, o que gerou surpresas positivas na jornada inaugural.
O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, suscitou reação ao defender que a expansão do Mundial para 48 seleções não seria benéfica para o futebol, minutos após participar de uma conferência em Ljubljana. A afirmação, atribuída pela imprensa eslovena, gerou críticas de várias federações que consideram que todos os jogos têm valor. Numa edição histórica, o torneio passou a contar com 48 participações.
Federações africanas, asiáticas e da região caribenha reagiram de forma unânime. Em comunicado divulgado nas redes sociais, Cabo Verde, Congo, Curaçau, Haiti, Senegal e Uzbequistão rejeitam a ideia de jogos insignificantes. A nota destaca que cada qualificação representa anos de esforço e que cada jogo importa.
O texto sublinha que para muitos países a presença no Mundial é uma conquista histórica, capaz de impulsionar o desenvolvimento do futebol local e inspirar gerações. Reforça que o futebol não pertence a um grupo restrito e que a universalidade do torneio é a sua força.
A iniciativa alemã de ampliar o torneio também gerou críticas sobre o custo dos bilhetes, que Čeferin classificou como exorbitantes. O tema foi levantado sem comentários oficiais por parte da UEFA até ao momento.
Contexto da expansão e impacto
O Mundial de 2026 mantém a presença de Cabo Verde entre as estreantes, numa edição em que o torneio ocorre pela primeira vez com 48 seleções. A formação cabo-verdiana surpreendeu ao empatar com a Espanha na ronda inaugural, num jogo de Atlanta que ficou marcado pela atuação do guarda-redes Vozinha.
As federações reiteram que cada equipa classificou-se por mérito e que a participação vai além do aspeto desportivo, constituindo um momento de há muito aguardado para as comunidades envolvidas. A nota finaliza com o apelo ao respeito por todas as nações qualificadas.
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