- A 23.ª edição do Campeonato do Mundo realiza-se de 11 de junho a 19 de julho, com 48 seleções pela primeira vez, num total de 104 jogos, organizados por Estados Unidos, México e Canadá.
- A gestão da fadiga e a prevenção de lesões são consideradas cruciais para o sucesso, segundo Henrique Jones, ex‑médico da seleção portuguesa.
- Muitos jogadores convocados terão disputado pelo menos 50 encontros entre clubes e seleções antes da fase final, o que eleva o risco de lesões e a necessidade de recuperação diferenciada.
- O Mundial exige atenção a viagens, fusos horários, descanso e ambiente geográfico e climatérico, para evitar exaustão psicológica e manter o bem‑estar dos atletas.
- A FIFA aprovou uma pausa de hidratação de três minutos ao meio de cada tempo de 45 minutos, medida inédita, destinada a melhorar a hidratação e facilitar a comunicação entre jogadores e equipa técnica.
A gestão da fadiga e a prevenção de lesões são consideradas cruciais para o sucesso no Mundial 2026, que decorre de 11 de junho a 19 de julho. Pela primeira vez, o torneio recebe 48 seleções e 104 jogos, organizados pelos Estados Unidos, México e Canadá.
Henrique Jones, ex-medico da seleção portuguesa, destaca que além das competências técnicas, é essencial planejar recuperação e prevenção. O objetivo é ter programas aplicáveis de forma contínua entre jogos e treinos.
O Mundial 2026 exige ainda ajustes logísticos. Muitos convocados acumulam largos números de jogos esta época, o que aumenta o risco de lesões, sobretudo devido ao ritmo acelerado do futebol atual.
Diogo Costa, Matheus Nunes, Gonçalo Inácio, Rúben Neves, Vitinha, Bernardo Silva, Francisco Trincão, Pedro Neto, João Félix e Gonçalo Ramos integram a lista de portugueses, que chega a competir com desgaste acumulado entre clubes e seleções.
Jones alerta que o excesso de jogos eleva o risco de lesões, mas o intervalo necessário para recuperação varia por jogador. Nem sempre 72 horas são suficientes para todos, e alguns necessitam de até cinco dias.
A comitiva lusa deverá enfrentar viagens, fusos horários e mudanças de alojamento, com atenção ao contexto geográfico e climático das cidades de treino e jogo, para evitar exaustão psicológica.
Para a proteção dos atletas, a FIFA introduz uma pausa de hidratação de três minutos a meio de cada parte de 45 minutos, independentemente da temperatura ou humidade, medida inédita.
Estas paragens favorecem a comunicação entre jogador e equipa técnica, além de abrir espaços publicitários nas transmissões, com o árbitro a gerenciar os minutos de descanso.
Jones observa que a sub-hidratação é um dos principais fatores de lesão muscular, mas admite que a pausa pode impactar a performance ao arrefecer o atleta, que depois precisa reacender. Ainda assim, vê valor na regra.
As partidas podem sofrer atrasos ou paragens temporárias em caso de tempestades, como ocorreu no Mundial de clubes de 2025. Em condições de relâmpagos, há evacuação do estádio e retorno dos jogadores apenas após meia hora.
Julgando as condições, atuar em estádios com teto retrátil pode evitar impactos, já que temperaturas mais amenas favorecem o desempenho. Portugal encara partidas no Grupo K contra RDC, Uzbequistão e Colômbia, todos em ambientes controlados.
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