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Arbitragem: Mundial 2026 adota medidas contra o anti-jogo

Mundial 2026 intensifica a luta contra o anti-jogo: contagem de cinco segundos para recomeços, expulsões por atrasos e novas regras de substituições e VAR

A arbitragem terá alterações relevantes no Mundial 2026
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  • O Mundial de 2026 introduz regras para reduzir perdas de tempo, incluindo contagem de cinco segundos para recomeçar jogadas como lançamentos laterais e pontapés de baliza, com consequências (canto ou lançamento oposto) caso não haja recomeço.
  • Em substituições e lesões, os jogadores têm dez segundos para abandonar o terreno; se não cumprirem, o substituto não pode entrar e a equipa fica com dez jogadores durante um minuto, com exceção de situações de guarda-redes ou penalizações específicas.
  • A partir deste Mundial, o VAR pode intervir para corrigir segundos amarelos que resultem em expulsões erradas, não apenas vermelhos diretos, segundo a nova filosofia de corrigir erros claros.
  • A “lei Prestianni” prevê expulsão de qualquer jogador que cubra boca com a mão, braço ou camisola ao dirigir-se a um adversário, escalando o caso relacionado com Gianluca Prestianni.
  • O objetivo das medidas é acelerar o jogo e aumentar o tempo útil, com ganhos potenciais de minutos e melhoria na fluidez e intensidade dos encontros, segundo analistas da área.

O Mundial 2026, que arranca nesta quinta-feira, traz medidas para acelerar o jogo e reduzir o anti-jogo. Lançamentos laterais, pontapés de baliza e substitutions devem ocorrer com maior rapidez, sob pena de sanções. O tempo útil de jogo tende a aumentar.

A implementação destas regras envolve alterações disciplinares, com foco na fluidez do encontro. A novela não se prende apenas ao ritmo, mas também à forma como o jogo recomeça após falhas técnicas e paragens. As diretrizes foram definidas pela FIFA e pelo International Board para a temporada 2026/27.

Guerra ao anti-jogo

A nova orientação prevê punições para quem demorar a recomeçar o jogo, como nos lançamentos laterais e nos pontapés de baliza. Se o árbitro detectar demora excessiva, inicia-se uma contagem de cinco segundos; passado esse tempo, o lance é considerado vantagem para o adversário. O lançamento de baliza transforma-se em canto, o lançamento lateral fica para a equipa contrária.

O objetivo é acelerar o jogo e recuperar minutos de tempo útil. Pedro Henriques, analista de arbitragem do PÚBLICO, refere ganhos de cinco a sete minutos com estas medidas. O foco é dissuadir perdas de tempo sem penalizar de forma excessiva.

Substituições e lesões

Foi instaurada a obrigação de o jogador abandonar o relvado em até 10 segundos após a placa com o número ser apresentada. Se não cumprir, o substituto não pode entrar de imediato, ficando a equipa com dez jogadores durante um minuto. A entrada do suplente ocorre apenas na paragem de jogo seguinte.

Quanto às assistências médicas, um jogador que receba tratamento fica um minuto fora do terreno. Existem excepções para guarda-redes, colisões envolvendo guarda-redes, colisões entre colegas e situações de penálti. Lesões resultantes de infração disciplinar também entram nas exceções.

VAR e Lei Prestianni

No Mundial, o VAR pode intervir para corrigir segundos amarelos que resultem em expulsões erradas, extendendo a atuação para além de vermelhos diretos. A intenção é corrigir erros claros, sem substituir o árbitro, mantendo a diferença entre julgamento e automatismos tecnológicos.

Outra mudança mediática é a chamada “lei Prestianni”: a partir desta edição, haverá expulsão de qualquer jogador que cubra a boca com a mão, o braço ou a camisola ao dirigir-se a um adversário. A norma surge na sequência de controvérsias envolvendo o jogador argentino do Benfica, associado a alegações de insultos raciais em contexto de Liga dos Campeões. As sanções aplicadas às instâncias disciplinares incluem suspensões na UEFA e na FIFA, conforme cada organismo.

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